Crescimento do empreendedorismo feminino esbarra em desafios de gestão e acesso a crédito (Foto: Divulgação)

O empreendedorismo feminino segue em crescimento no Brasil e tem se consolidado como uma importante força para a economia. Impulsionadas pela busca por independência financeira, flexibilidade profissional e novas oportunidades de renda.

Dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostram que as mulheres já comandam cerca de 42% dos novos pequenos negócios criados no Brasil, mas ainda enfrentam obstáculos estruturais que impactam a expansão dos negócios.

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Para Tatyane Luncah, fundadora da EBEM (Escola Brasileira de Empreendedorismo Feminino), a digitalização dos negócios também contribuiu para esse movimento ao facilitar o acesso ao mercado. “Hoje muitas mulheres conseguem iniciar uma empresa com baixo investimento, utilizando ferramentas digitais para vender e divulgar seus produtos e serviços”, afirma.

Apesar do cenário positivo, o crescimento das empresas lideradas por mulheres ainda enfrenta obstáculos. Entre eles estão a dificuldade de estruturar processos e migrar de uma atuação operacional para uma gestão mais estratégica. “Muitas empreendedoras acabam centralizando todas as atividades da empresa. Isso funciona no início, mas pode limitar o crescimento do negócio ao longo do tempo”, explica Tatyane.

O acesso ao crédito também continua sendo apontado como um dos principais desafios para quem deseja expandir a operação. Segundo a especialista, a dificuldade de obter recursos financeiros pode impactar diretamente nos investimentos, nas contratações de equipes e na ampliação da capacidade produtiva.

Outro aspecto observado no empreendedorismo feminino brasileiro é a presença significativa de negócios que surgem por necessidade. Seja como alternativa ao desemprego ou complemento de renda familiar, muitas mulheres iniciam suas atividades sem planejamento prévio. “Nosso trabalho é ajudar essas empreendedoras a desenvolver uma visão estratégica, transformando um negócio que nasceu da necessidade em uma empresa preparada para crescer”, destaca.

Tradicionalmente presentes nos setores de serviços, estética e varejo, as mulheres também vêm ampliando sua participação em áreas como tecnologia, consultoria e educação digital. A chamada dupla jornada permanece entre os fatores que impactam a rotina das empresárias. Além da gestão dos negócios, muitas ainda acumulam responsabilidades relacionadas à administração do lar e aos cuidados familiares.

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De acordo com Tatyane, redes de apoio, mentorias e comunidades voltadas ao empreendedorismo feminino têm desempenhado papel importante no desenvolvimento profissional dessas mulheres. “O contato com outras empreendedoras e o acesso à orientação especializada contribuem para acelerar processos e evitar erros comuns durante a trajetória empresarial”, afirma.

Para a especialista, iniciativas voltadas à educação empreendedora, ampliação do acesso ao crédito e fortalecimento de ambientes de desenvolvimento feminino podem contribuir para aumentar a competitividade das mulheres no mercado e impulsionar o crescimento de negócios liderados por elas.

Sobre a Escola Brasileira de Empreendedorismo Feminino (EBEM)

A Escola Brasileira de Empreendedorismo Feminino (EBEM) é pioneira no Brasil na formação e desenvolvimento de mulheres empreendedoras. Fundada pela empresária Tatyane Luncah, a instituição atua como hub de educação e negócios, promovendo programas de capacitação, mentorias, eventos e iniciativas voltadas ao fortalecimento da liderança feminina no ambiente empresarial. Com uma comunidade ativa de empresárias de diferentes setores, a EBEM conecta conhecimento, networking e oportunidades de crescimento, contribuindo para a construção de um ecossistema mais diverso e inovador para o empreendedorismo feminino no país.


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Crescimento do empreendedorismo feminino esbarra em desafios de gestão e acesso a crédito