
Do risco do silicone industrial à segurança dos preenchedores: o que diferencia o Linnea Safe (FGoto: Divulgação)
O crescimento da procura por procedimentos estéticos injetáveis reacende um debate essencial na saúde pública. De um lado está o silicone industrial, substância proibida no Brasil para uso estético por ser totalmente inadequada ao organismo humano. Do outro, os preenchedores médicos à base de polimetilmetacrilato (PMMA), como o Linnea Safe, que passam por rigorosos controles e têm uso autorizado para indicações específicas, principalmente em tratamentos reparadores, conforme avaliação recente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O silicone industrial foi desenvolvido para fins industriais, como vedação e impermeabilização, e não para contato com tecidos humanos. Quando injetado no corpo, pode migrar, causar inflamações, necroses, deformidades graves e até risco de morte. Por isso, autoridades sanitárias alertam que seu uso estético é ilegal e configura crime contra a saúde pública.
PMMA é dispositivo médico avaliado
Os preenchedores intradérmicos à base de PMMA pertencem a uma categoria completamente diferente. Trata-se de dispositivos médicos desenvolvidos para uso humano, em formulações próprias para injeção, produzidos em ambiente controlado e submetidos a testes de segurança e eficácia antes da liberação para o mercado. No Brasil, esses produtos passam pela avaliação regulatória da Anvisa, que analisa estudos físico-químicos, microbiológicos e de biocompatibilidade.
CLIQUE E SIGA NOSSAS REDES SOCIAIS
Instagram – Famosos, Música, Vídeos Engraçados, Life Style e muito mais!
TikTok – Os melhores vídeos do mundo do Entretê de um jeito que você nunca viu!
Facebook – Todas as notícias do Virgula em apenas um clique, em um só lugar!
Em avaliação técnica recente, a Anvisa decidiu manter o PMMA para as indicações já aprovadas no país, ressaltando que, quando utilizado dentro dessas indicações e em condições adequadas, o produto apresenta relação risco-benefício considerada aceitável. As principais aplicações ocorrem em tratamentos reparadores, como correção de deformidades e assimetrias que comprometem a autoestima e a qualidade de vida dos pacientes.
Linnea Safe e a produção segura
É nesse contexto que se insere o Linnea Safe, preenchedor intradérmico à base de PMMA fabricado pela Lebon Farma. Com mais de 50 anos de atuação no mercado brasileiro, a empresa é reconhecida pela produção de produtos estéreis e pela adesão rigorosa às normas de qualidade, incluindo Boas Práticas de Fabricação e sistemas de gestão específicos para dispositivos médicos.
O Linnea Safe é comercializado há mais de uma década e passou por extensa avaliação de segurança e eficácia. O produto é submetido a testes físico-químicos, microbiológicos e de biocompatibilidade, além de controles em todas as etapas da produção, da formulação à liberação final, garantindo um preenchedor estável, rastreável e adequado ao uso por profissionais habilitados, dentro das indicações previstas em norma.
“A diferença entre um produto proibido, como o silicone industrial, e um dispositivo médico à base de PMMA, como o Linnea Safe, está justamente na ciência e na regulação que existem por trás”, afirma o farmacêutico Juliano Alves, coordenador de Assuntos Regulatórios da Lebon Farma. Segundo ele, “o Linnea Safe é desenvolvido para uso humano, produzido em ambiente controlado, submetido a estudos rigorosos e destinado a indicações específicas, especialmente em tratamentos reparadores. Assim como qualquer dispositivo médico, apresenta riscos, e por isso orientamos que a aplicação siga estritamente as instruções de uso e seja realizada por profissionais habilitados, em condições adequadas de segurança.”
Rastreabilidade dos preenchedores autorizados pela Anvisa
A rastreabilidade de produtos implantáveis é a capacidade de identificar e acompanhar um dispositivo médico desde sua fabricação até sua utilização no paciente. De acordo com Juliano Alves, esse processo é fundamental para garantir a segurança do paciente e a qualidade da assistência em saúde, permitindo o controle e o registro de informações ao longo de todo o ciclo do produto.
Ele explica que “cada unidade de Linnea Safe acompanha etiquetas de rastreabilidade com informações essenciais, como número do lote, data de fabricação e validade”. Uma das vias dessas etiquetas deve ser fixada no prontuário do paciente, enquanto a outra é entregue ao próprio paciente, assegurando o registro e o acesso às informações sobre o implante.
LEIA MAIS DO VIRGULA
- Gusttavo Lima e Lorena Cristine dividem o palco na ExpoLondrina
- Segunda temporada de ‘Quilos Mortais Brasil’ estreia em maio na HBO Max e no Discovery
- “BBB26”: Eliminada, Marciele responde se quer continuar amiga de Jordana
Além de oferecer mais transparência e segurança ao paciente, a rastreabilidade também contribui para decisões clínicas mais assertivas, ao garantir o acesso a informações confiáveis ao longo do tempo. “Essa prática está em conformidade com a legislação sanitária brasileira, que exige controle rigoroso e monitoramento dos dispositivos médicos, reforçando a cultura de segurança no sistema de saúde”, destaca Juliano Alves.
Mercado clandestino, crime e risco ao paciente
O avanço do mercado clandestino de estética, impulsionado pelo uso de substâncias sem origem comprovada ou falsificadas, tem ampliado o risco para pacientes e despertado a atenção de autoridades sanitárias e policiais. Nessas práticas ilegais, produtos como silicone industrial e supostos “preenchedores” são aplicados em ambientes sem licença e por pessoas sem habilitação adequada, o que aumenta as chances de complicações graves, como infecções, necroses, deformidades permanentes e até morte.
Além de colocar a saúde em perigo, esse tipo de conduta enquadra-se no artigo 273 do Código Penal, que trata da falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais, bem como da venda, distribuição ou uso de substâncias sem registro ou em desacordo com as normas sanitárias.
Recentemente, o Linnea Safe foi alvo de falsificação em uma operação que apurou o uso irregular de substâncias injetáveis em Porto Alegre (RS), resultando na prisão de um médico cirurgião plástico e na apreensão de produtos irregulares. A Lebon Farma afirma que não tolera qualquer prática ilegal, o uso indevido de sua marca ou a falsificação de produtos, e reforça que o Linnea Safe deve ser utilizado somente por profissionais de saúde devidamente habilitados, em serviços regulares, com produto original e de procedência comprovada. A empresa também orienta que os pacientes verifiquem rótulos, instruções de uso, registros e a regularidade do estabelecimento antes de se submeterem a um procedimento.
“É um erro grotesco colocar lado a lado o silicone industrial e os preenchedores médicos à base de PMMA”, complementa Juliano Alves. “A segurança em preenchimentos não depende apenas do resultado estético imediato, mas da escolha de produtos devidamente avaliados, do cumprimento das normas sanitárias e da atuação ética de todos os envolvidos. Nesse cenário, dispositivos médicos regulados, como o Linnea Safe, representam o caminho alinhado à ciência, à legislação e à proteção da saúde.”
Ver essa foto no Instagram



