Apesar do discurso cauteloso, a seleção brasileira de beach soccer promete impor um ritmo de jogo forte diante do desconhecido Canadá, em sua estréia na VI Copa Latina, nesta sexta-feira (dia 5), na arena montada na Praia de Camburi, em Vitória (ES). A partida entre brasileiros e canadenses será após o jogo de abertura da competição, entre Portugal e Argentina, às 10 horas. “Os primeiros minutos da partida são importantes para conhecermos as características da seleção do Canadá, com respeito ao adversário, mas sem abrir mão do nosso estilo de jogo”, afirmou Índio, técnico do Brasil. “Precisamos ter velocidade e estar sempre criando oportunidades de gol”.

Para Júnior Negão, o capitão da equipe brasileira, seriedade e cautela são fundamentais diante de um adversário desconhecido. “Todo jogo começa 0 a 0 e com os times se estudando. Mas o que não podemos é entrar em campo preocupados com o que o adversário vai fazer”, destacou. “Respeitamos qualquer equipe, toda partida para nós é uma decisão, mas somos referência no beach soccer em todo mundo”.

Buru tem a mesma opinião. E faz um alerta. “O Canadá vai querer mostrar suas qualidades e, por isso, precisamos ter o máximo de atenção e aplicação em campo”, explicou.

O Brasil luta por seu quinto título na Copa Latina (1998/1999/2001 e 2002). O técnico Índio tem um desfalque para a competição. Juninho, com uma lesão muscular na coxa direita, teve seu nome cortado da lista de convocados. Em seu lugar entra Duda. “Não teremos mudanças táticas por causa desta alteração”, garantiu o treinador. Por outro lado, Bruno Malias, recuperado da fratura de dois dedos do pé, está de volta à seleção.

Se para o Brasil o Canadá é um mistério, para os canadenses o Brasil é a grande sensação do futebol de areia. A equipe viajou para Vitória com o objetivo de ganhar experiência e mostrar que tem condições de fazer boas apresentações na arena capixaba. Vitórias estão nos planos dos canadenses.

“Nosso ponte forte é jogar com o coração, garra e aplicação durante toda a partida”, ressaltou o ex-goleiro, chefe da delegação e técnico do Canadá, Christian Prévost. Aliás, a polivalência é uma das características da seleção canadense. A maioria dos atletas do beach soccer também joga futebol de salão ou de campo. A base da seleção, por exemplo, vem do futsal: o capitão Jocely Roy e o argelino naturalizado canadense Djamel, os destaques da equipe. Ambos têm 42 anos e são os atletas mais experientes da competição.

Outro jogador importante para o Canadá é Tony Menezes, filho de uma brasileira com um português. Menezes já jogou no futebol de campo brasileiro e, hoje, defende o Nanjin Yoyo, da China, além de ser titular da seleção do Canadá de futebol de campo há cinco anos. Os três jogadores, além do goleiro Tomsons, estão confirmados para a estréia contra o Brasil. Falta a Christian definir o quinto atleta.

No Brasil, o técnico Índio já definiu a equipe completa: Robertinho, Júnior Negão, Buru, Jorginho e Benjamin.


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Beach Soccer: Brasil promete ritmo forte