Guerra, petróleo e dólar: como oscilações globais impactam custos de abastecimento no Brasil (Foto: Divulgação)

Conflitos geopolíticos, oscilações no preço do petróleo e variações cambiais voltaram a ocupar o centro das atenções do mercado internacional em 2026. Embora muitos desses acontecimentos ocorram a milhares de quilômetros do Brasil, seus reflexos chegam rapidamente às empresas brasileiras que dependem de combustíveis para manter suas operações.

A escalada das tensões no Oriente Médio ao longo do primeiro semestre de 2026 elevou a volatilidade do mercado internacional de petróleo. Em março, durante o agravamento dos conflitos envolvendo o Irã e os riscos à navegação no Estreito de Ormuz, corredor por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo, o barril do Brent chegou a ultrapassar a marca dos US$100. Já em junho, após sinais de redução das tensões e reabertura gradual das rotas marítimas, a commodity voltou a recuar para a faixa entre US$72 e US$80, evidenciando a forte sensibilidade do mercado aos desdobramentos geopolíticos.

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Além da cotação internacional do petróleo, outro fator que influencia diretamente os custos dos combustíveis no Brasil é o dólar. Como parte relevante das negociações globais do setor energético é realizada na moeda norte-americana, qualquer valorização do câmbio tende a pressionar os preços, impactando toda a cadeia logística.

Para Carlos Eduardo Silva, diretor da Excel, empresa líder em gerenciamento de combustível e gestão de frotas, esse cenário exige das empresas uma postura muito mais estratégica do que reativa. “Hoje, abastecer uma frota deixou de ser apenas uma operação de compra de combustível. A gestão precisa acompanhar diariamente fatores externos que fogem completamente do controle das empresas, como guerras, oscilações do dólar e movimentos do mercado internacional de petróleo. Quem trabalha apenas olhando para o preço na bomba perde capacidade de planejamento”, comenta.

Segundo o executivo, a volatilidade internacional torna ainda mais importante investir em inteligência de dados para controlar o consumo e reduzir desperdícios. “Quando o cenário externo fica mais instável, o que diferencia uma empresa é sua eficiência operacional. Monitorar abastecimentos em tempo real, identificar desvios, negociar melhor com a rede credenciada e otimizar rotas ajudam a compensar parte dos aumentos que vêm do mercado internacional”, explica Carlos.

Embora o Brasil seja um grande produtor de petróleo, o país continua sujeito às oscilações do mercado global, tanto pela dinâmica internacional dos derivados quanto pelos custos de importação de parte dos combustíveis e insumos utilizados no abastecimento. Isso faz com que movimentos bruscos no preço do Brent ou na taxa de câmbio sejam acompanhados de perto por distribuidores, revendedores e empresas que operam grandes frotas.

Na prática, setores como transporte rodoviário, agronegócio, construção civil, mineração e logística são alguns dos mais sensíveis a esse cenário. Pequenas variações no custo do diesel podem representar milhões de reais em despesas adicionais ao longo de um ano para empresas com centenas ou milhares de veículos.

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Para Carlos Eduardo Silva, o contexto atual reforça uma mudança de mentalidade na gestão das frotas. “As empresas não conseguem controlar uma guerra ou a cotação do dólar, mas conseguem controlar seus processos internos. Quanto maior a previsibilidade da operação e o uso de tecnologia na gestão do abastecimento, menor é a exposição aos impactos causados pelas oscilações internacionais”, conta.

Em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas e financeiras, especialistas avaliam que o gerenciamento inteligente do consumo de combustível deixa de ser apenas uma ferramenta de redução de custos e passa a fazer parte da estratégia de gestão de risco das organizações. Afinal, enquanto guerras, câmbio e petróleo continuarão influenciando os mercados globais, a eficiência operacional permanece sendo um dos poucos fatores efetivamente sob controle das empresas.

Sobre a Excel

A Excel é uma empresa brasileira reconhecida por suas soluções inovadoras e qualidade avançada desde 1990. Pioneira no desenvolvimento do primeiro calibrador digital de pneus, tornou-se uma das líderes em controle de abastecimento de combustível, gestão de frotas, medição de tanques de combustíveis e monitoramento ambiental. Com mais de 120 colaboradores diretos, a Excel promove a diversidade e inclusão, buscando inspirar e desenvolver talentos em um ambiente de trabalho respeitoso e alegre.


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Guerra, petróleo e dólar: como oscilações globais impactam custos de abastecimento no Brasil