Outro ponto que será questionado no ato é a suspeita de superfaturamento dos gastos com o Pan e o mega-esquema de segurança montado para o evento enquanto a cidade vive um sério período de violência. Para ilustrar o protesto, um panfleto com o mascote do Pan será distribuído por toda a cidade. Só que a ilustração traz Cauê com um fuzil na mão.

No dia em que o Brasil soube que sediaria o Pan, o governo anunciou que gastaria, pelo menos, 2,847 bilhões de reais. Isso, em 2002. Em 2005, o comitê divulgou o custo operacional do evento: 691 milhões de reais. Mas, nesse valor não estavam incluídos gastos com segurança e construção de instalações esportivas, ou seja, a Vila do Pan e as reformas nos estádios.

No mês passado, em entrevista a um grupo de jornalistas estrangeiros, César Maia disse que ouviu do Comitê Olímpico Brasileiro que fazer um Pan à altura era fundamental para o país ser visto como um forte candidato para sediar as Olimpíadas de 2016.

Na ocasião, Maia revelou que os investimentos da prefeitura foram de 1,45 bilhão de reais, que somados ao 1,8 bilhão gastos pela União e os cerca de 500 milhões do Estado totalizam 3,75 bilhões de reais.

Fã de Ramones e botecos é presidente da UNE


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Entidades desconfiam de superfaturamento