Juíza Camila Salmoria alerta como criminosos estão manipulando usuários no digital (Foto: Divulgação)

Mensagens urgentes, falsos pedidos de ajuda e links aparentemente confiáveis usam engenharia social para induzir decisões impulsivas; especialista explica como os golpes funcionam e por que qualquer pessoa pode ser vítima

Uma mensagem chega no WhatsApp com a foto de um familiar pedindo dinheiro urgente. Em outra situação, o celular recebe um SMS informando uma suposta compra no cartão e um link para “cancelamento imediato”. Há ainda mensagens prometendo benefícios, vagas de emprego, promoções relâmpago ou avisos de bloqueio de contas bancárias. Em comum, todos esses golpes têm a mesma estratégia: provocar uma reação rápida da vítima antes que ela tenha tempo para pensar.

CLIQUE E SIGA NOSSAS REDES SOCIAIS
Instagram – Famosos, Música, Vídeos Engraçados, Life Style e muito mais!
TikTok – Os melhores vídeos do mundo do Entretê de um jeito que você nunca viu!
Facebook – Todas as notícias do Virgula em apenas um clique, em um só lugar!

O crescimento das fraudes digitais nas redes sociais e aplicativos de mensagens vem preocupando especialistas em segurança e autoridades. Segundo a juíza Camila Salmoria, pesquisadora em inteligência artificial aplicada ao Judiciário, os criminosos passaram a explorar menos falhas tecnológicas e mais o comportamento humano.

“O golpe digital moderno não começa invadindo um sistema. Ele começa manipulando emoções. Medo, urgência e impulso são usados para fazer a vítima agir sem verificar”, explica Camila Salmoria.

A estratégia mais utilizada pelos criminosos é conhecida como engenharia social, técnica que consiste em criar situações emocionalmente convinente para reduzir o senso crítico da vítima. Quanto maior o senso de urgência, maior a chance de erro.

Entre os golpes mais comuns atualmente estão:

• Clonagem de WhatsApp: criminosos conseguem acesso à conta da vítima e passam a pedir dinheiro para familiares e amigos utilizando a identidade real da pessoa.

• Perfis falsos no Instagram: contas copiadas simulam empresas, influenciadores ou conhecidos para aplicar golpes financeiros, vender produtos inexistentes ou roubar dados pessoais.

📍LEIA MAIS DO VIRGULA

• Falsos avisos bancários: mensagens enviadas por SMS ou e-mail simulam bancos e informam compras suspeitas, bloqueios ou problemas na conta para induzir o clique em links fraudulentos.

• Golpes com PIX: criminosos criam situações de emergência emocional para convencer vítimas a realizarem transferências imediatas.

• Links maliciosos: páginas falsas capturam senhas, dados bancários e até códigos de autenticação enviados por SMS.

Segundo Camila Salmoria, a evolução da inteligência artificial tornou esses golpes ainda mais perigosos. Isso porque a tecnologia consegue criar mensagens mais naturais, organizadas e personalizadas, dificultando a identificação da fraude.

“Antes os golpes tinham erros muito evidentes. Hoje, com inteligência artificial, os criminosos conseguem produzir mensagens extremamente convincentes, com linguagem mais humana e personalizada”, afirma.

A especialista alerta que o prejuízo nem sempre termina na transferência bancária. Em muitos casos, o criminoso consegue acesso a informações pessoais, redes sociais, contatos e contas digitais da vítima, ampliando o alcance da fraude.

“Quando uma conta é invadida, o golpe se espalha rapidamente porque passa a existir um elemento de confiança entre os contatos da vítima e o criminoso”, destaca.

Para reduzir os riscos, Camila Salmoria orienta que usuários evitem agir por impulso diante de mensagens urgentes, nunca cliquem em links desconhecidos e confirmem pedidos financeiros por outros canais.

“Hoje, parar por alguns segundos antes de clicar pode evitar enormes prejuízos. Segurança digital virou comportamento”, conclui.

Especialistas apontam que o avanço das redes sociais e da inteligência artificial deve tornar os golpes ainda mais sofisticados nos próximos anos, aumentando a necessidade de conscientização digital da população.


int(1)

Juíza Camila Salmoria alerta como criminosos estão manipulando usuários no digital