
Mostra “Alex Flemming Apocalipse” marca retorno de renomado artista plástico ao Brasil (Foto: Divulgação)
A exposição “Alex Flemming Apocalipse” marca o retorno do artista plástico Alex Flemming ao Brasil após 34 anos vivendo em Berlim, na Alemanha. A mostra poderá ser visitada gratuitamente entre os dias 9 e 30 de agosto, no Palacetes da Sé, localizado na Rua Roberto Simonsen, 97, na região central de São Paulo. Com curadoria de Fábio Magalhães, a exposição reúne 30 obras produzidas durante sua trajetória no exterior e tem como eixo central a figura humana, contraposta às marcas da destruição provocada pelas guerras e aos processos de transformação do tempo.
Segundo o artista, a proposta estabelece um diálogo direto entre as obras e o edifício que as abriga, convidando o público a refletir sobre a fragilidade da existência, a passagem do tempo e a impermanência das construções humanas. A exposição ocupa as ruínas de um prédio histórico projetado pelo arquiteto Ramos de Azevedo e inaugurado em 1919 como sede da Policlínica e da Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo. Após décadas de abandono, o edifício preserva as marcas de sua deterioração, elemento que passa a integrar o conceito da mostra.
CLIQUE E SIGA NOSSAS REDES SOCIAIS
Instagram – Famosos, Música, Vídeos Engraçados, Life Style e muito mais!
TikTok – Os melhores vídeos do mundo do Entretê de um jeito que você nunca viu!
Facebook – Todas as notícias do Virgula em apenas um clique, em um só lugar!
“O público visitará a exposição dentro de uma ruína, com pátina e marcas do tempo, para refletir sobre o ser humano, referência presente em todos os meus trabalhos. Também poderá meditar sobre a impermanência da luz e sobre a rapidez do declínio, em um contexto arquitetônico profundo. Minha proposta é estimular uma reflexão sobre o espaço que habitamos e a efemeridade dos valores, tanto na História da Arquitetura quanto na Arte”, afirma Alex Flemming.
Distribuída por diferentes ambientes do edifício, a exposição é organizada em duas séries: “Apocalipse” e “Retratos Invisíveis”. Para Flemming, as obras dialogam entre si e encontram nas ruínas um elemento essencial da experiência expositiva. “As sequências reúnem diferentes momentos da minha produção. As obras falam entre si e dialogam de maneira expressiva com o espaço expositivo. É uma mostra que foge dos modelos convencionais e propõe uma experiência imersiva. A relação com as ruínas, a ausência de luz elétrica em parte dos ambientes e o aproveitamento da iluminação natural reforçam esse conceito. Minha proposta é trabalhar com o entorno e com elementos que nos circundam, mas que muitas vezes passam despercebidos”, destaca.
O artista afirma que a exposição representa uma contraposição ao tradicional “cubo branco” das galerias contemporâneas. “Quero mostrar justamente o oposto do ambiente asséptico do chamado ‘cubo branco’. Trata-se de uma exposição conceitual e estética que aborda o apocalipse, o fim das coisas e a inevitabilidade da passagem do tempo. Tudo é fugaz e, um dia, tudo será ruína”, conclui.
LEIA MAIS DO VIRGULA
- Após mais de 50 kg off, Yasmin Pascoaleto torna-se “Marco Zero” de projeto criado por Rubens Souza
- Galvão Bueno se emociona com homenagem em despedida das narrações de Copas do Mundo
- Ídolo de uma geração, Matheus Rocha, do Br’Oz, fala sobre abuso sofrido na infância
Para o curador Fábio Magalhães, a exposição reúne obras inéditas e recentes, que sintetizam a produção mais atual do artista. “Alex retorna ao Brasil depois de viver décadas em Berlim, mantendo, contudo, uma presença constante na vida artística brasileira. Muitas das obras apresentadas nesta exposição são inéditas e representam sua produção mais recente. Nelas, a vida pulsa em sua beleza fugaz e cotidiana sobre um fundo agitado e incorpóreo, construído por pinceladas vigorosas em preto e prata. Vale destacar que Tânatos, personificação da pulsão de morte, é representado com olhos e cabelos prateados.”
Sobre a série “Retratos Invisíveis”, o curador acrescenta: “A carne e o corpo, que sempre ocuparam um lugar de forte protagonismo na poética visual de Alex Flemming, são agora apagados. Essa ausência instaura uma atmosfera de inquietação apocalíptica, convidando o espectador a refletir sobre a fragilidade da existência e os limites entre presença e desaparecimento.”
A mostra “Alex Flemming Apocalipse” inaugura a programação de artes visuais do Palacetes da Sé, novo espaço multidisciplinar da região central de São Paulo. A iniciativa integra o projeto de revitalização do edifício, liderado pelos empresários Allan Ruiz e Chico Lowndes, que pretendem consolidar o local como um futuro polo de atividades culturais na capital paulista.
Ver essa foto no Instagram
Serviço
Exposição: Alex Flemming Apocalipse
Local: Palacetes da Sé – Rua Roberto Simonsen, 97 – Centro – São Paulo (SP)
Período: de 9 a 30 de agosto de 2026
Horário: das 11h às 16h
Entrada: gratuita.



