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Retrospectiva Cinema Novo

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Longa-metragem em cinco episódios, as histórias revelam possibilidades de desenvolvimento da consciência política na favela do Brasil dos anos 60. 

O filme é uma produção do CPC – Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes, inspirada pelo curta de Joaquim Pedro de Andrade, Couro de Gato, que compõem o longa.

Longa-metragem em cinco episódios, as histórias revelam possibilidades de desenvolvimento da consciência política na favela do Brasil dos anos 60. O filme é uma produção do CPC – Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes, inspirada pelo curta de Joaquim Pedro de Andrade, Couro de Gato, que compõem o longa.

Foto: Divulgação/Cinemateca

O filme mostra o cotidiano de cinco garotos negros vendedores de amendoim na praia de Copacabana. Pela primeira vez, o Rio de Janeiro é retratado de forma realista, sem a imagem de cidade maravilhosa dos cartões postais. A diversidade do povo brasileiro aparece pela primeira vez na tela de cinema. Foi censurado por quatro meses sob a alegação de que havia sido feito por comunistas e que denegria a imagem da cidade.
Considerado um dos filmes deflagradores do Cinema Novo, o curta-metragem acompanha a fuga do ex-escravo e madeireiro Zé Bento com a família à procura de terra de ninguém. Assim surgia, Olho d´Água da Serra do Talhado, em Santa Luzia do Sabugui (PB), em meados do século 19.
O curta-metragem revela as transformações sociais e interferências nas formas tradicionais da vida local trazidas pela instalação de uma indústria química em um reduto de pescadores, litoral do Estado do Rio de Janeiro.
Durante a ditadura do Estavo Novo, jovem rejeitado pelos pais sobrevive de pequenos furtos no porto de Salvador e dos favores de uma amante inglesa. 

 Religião e política, autoritarismo e greve operária, adultério e racismo perpassam Bahia de Todos os Santos, que terá influência significativa na formação do movimento cinemanovista.
Feirantes de Água dos Meninos, em Salvador, são ameaçados de despejo por um empresa imobiliária e lutam para não perder o terreno. 

Uma prostituta, um ladrão, um marinheiro e uma milionária romântica enredam a trama, "uma crônica brechtiana da província".
Rufino, matador de aluguel, é mandado para a Bahia, onde deve assassinar o Coronel Pinto Borges. O mandante do crime é o Coronel Domingos. Na Bahia, Borges dá uma festa para lançar sua candidatura ao governo do Estado.  

Com produção executiva de Glauber Rocha, o longa tem trama que envolve corrupção política, pistolerismo e matador de aluguel.
Longa-metragem em cinco episódios, as histórias revelam possibilidades de desenvolvimento da consciência política na favela do Brasil dos anos 60. 

O filme é uma produção do CPC – Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes, inspirada pelo curta de Joaquim Pedro de Andrade, Couro de Gato, que compõem o longa.
Com a ajuda do amigo malandro, Jandir (Jece Valadão), o playboy carioca Vavá (Daniel Filho), tenta chantagear um tio rico tirando fotos comprometedoras do velho com a amante, Leda (Norma Bengell). Obra-prima do cinema brasileiro, com arrebatadora atuação de Norma Bengell. Os cafajestes do título revelam a prepotência e machismo dos brasileiros escondidos por baixo de uma pretensa cordialidade. Foi indicado ao Urso de Ouro no Festival de Berlim.
Baseado na obra de Graciliano Ramos, o filme foi rodado no interior de Alagoas, cenário original do livro. Com uma fotografia inovadora - estourada e sem filtros, revelando a luz da caatinga -, o longa acompanha a saga de uma família que luta para sobreviver à seca, traçando assim um panorama da situação do campo no Nordeste brasileiro. Representou o Brasil no Festival de Cannes em 1964.
Castigado pela seca e pela exploração e sem trabalho, o sertanejo Manuel (Geraldo Del Rey) e a mulher, Rosa (Yoná Magalhães), fogem pelo sertão até encontrar um líder messiânico, São Sebastião  (Lídio Silva). O casal se torna seu discípulo, mas se revolta com ele e mata o religioso. 

Eles rumam novamente pelo sertão e encontram o cangaceiro Corisco (Othon Bastos), que é perseguido por um matador de aluguel,  Antônio das Mortes, contratado pela Igreja e por latifundiários para eliminar quem ameaça o status quo: o líder messiânico e o justiceiro do cangaço.
O documentário mostra a paixão brasileira pelo futebol, o sonho de ascensão econômica dos jovens pobres que ingressam na carreira de jogador e a válvula de escape das tensões sociais da maioria da população torcedora. 

Com depoimentos dos jogadores Pelé, Vavá e Zózimo e do treinador Vicente Feola.
Baseado num conto do livro Saragana, de Guimarães Rosa, o filme foi vencedor do I Festival de Brasília e representou o Brasil no Festival de Cannes em 1966. 

Augusto Matraga (Leonardo Villar) é um violento fazendeiro que, traído pela esposa, Dionorá, é emboscado por seus inimigos e dado como morto. Mas, ele é salvo e volta-se para a religiosidade. Augusto conhece Joãozinho Bem Bem (Joffre Soares), jagunço que o faz viver um conflito interno, instigando os instintos violentos de sua personalidade.
Centrada em quatro personagens principais, Luiza (Anecy Rocha), Jasão (Leonardo Villar), Inácio (Joel Barcellos) e Calunga (Antonio Pitanga) , o filme mostra a confrontação cultural e social do imigrante na metrópole. Luzia chega ao Rio com a expectativa de vida nova. 

Na grande cidade, ela também encontra Jasão, seu noivo, ex-vaqueiro, que deixara o Nordeste. Mas ele finge que não a reconhece, e Luzia, sozinha, se vê obrigada a aceitar a 'proteção' de Calunga, um desocupado, para quem a vida é uma fascinante aventura sem caráter ou remorso.
Paulo Martins (Jardel Filho) é um jornalista e filósofo ligado ao político conservador Porfírio Diaz e à amante dele, Silvia. Dividido entre dois aspirantes ao poder e manipulado pela multinacional Explint, ele agoniza, sem conseguir solucionar as contradições de Eldorado. É uma parábola do Brasil no período entre 1960-66, onde diversas tendências políticas polarizavam a sociedade.
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