Oscar Magrini e Paola Oliveira estão em cartaz com um projeto inusitado. Os dois atores globais fazem parte do filme A Verdadeira História da Rota, do diretor Elias Junior, que promove e exalta as qualidades da tropa de elite da polícia militar do Estado de São Paulo com encenações e depoimentos.

Lançado no dia 8 de junho, em São Paulo, o filme traz a história da divisão, que foi criada em 1970, sob plena ditadura militar no Brasil, para criar “ações de controle de distúrbios civis e de contraguerrilha urbana”.

Além de Magrin e Paola – que é filha de militar -, o filme tem depoimentos de Paulo Telhada, vereador do PSDB acusado de fazer ameaças de morte a um jornalista da Folha de S. Paulo, Conte Lopes, que afirma ter matado mais de 100 pessoas em serviço, e Antonio Ferreira Pinto, ex-secretário de Segurança do Estado de São Paulo nos governos de Geraldo Alckmin e José Serra

De acordo com o site Ponte, os entrevistados, além de elogiar de forma unânime as táticas da Rota, criticam grupos de direitos humanos e ignoram as acusações de que a Rota seria responsável por execução de inimigos. Nos últimos dez anos, a Rota matou 656 pessoas – nenhum integrante do batalhão morreu em serviço no mesmo período. 

Também chama a atenção o apoio da Fiesp – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo presidida por Paulo Skaf, candidato ao Governo do Estado de São Paulo pelo PMDB – no pôster e nos créditos da produção de 45 minutos. 

Ainda de acordo com o Ponte, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo diz não ter envolvimento com o filme ou as opiniões expressadas nele.

Assista ao trailer:


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Com Oscar Magrini e Paola Oliveira, filme sobre a Rota ataca direitos humanos

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