Seis sinais de burnout e estratégias para prevenir o esgotamento no trabalho (Foto: Divulgação)

O aumento dos casos de burnout entre líderes e profissionais tem acendido um alerta no mercado de trabalho. Dados da Associação Nacional de Medicina do Trabalho indicam o crescimento significativo dos diagnósticos em 2025, ano em que a síndrome passou a ser oficialmente reconhecida como doença ocupacional. Estima-se que 30% dos profissionais brasileiros convivam com sintomas relacionados ao esgotamento, colocando o país entre os líderes mundiais em incidência. A combinação entre alta cobrança por resultados, excesso de estímulos e ausência de método tem levado equipes a operarem em estado permanente de urgência, sem espaço para planejamento, reflexão e recuperação.

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Para o engenheiro, campeão mundial de karatê, mentor em autogestão e referência nacional na filosofia japonesa  Kaizen, o fenômeno é consequência direta da forma como o trabalho vem sendo estruturado. “O burnout se tornou comum porque vivemos uma combinação perigosa de alta cobrança por resultados, excesso de estímulos e ausência de método. Líderes e profissionais passaram a apagar incêndios o tempo todo. Qualquer sistema operando acima do limite e sem manutenção, quebra. Com as pessoas não é diferente”, afirma.

Já o psiquiatra Dr. Guido Boabaid May, à frente da GnTech, referência em farmacogenética aplicada à saúde mental, alerta que o burnout se manifesta de forma progressiva e afeta múltiplas dimensões da saúde. “A síndrome se caracteriza por sintomas mais intensos e duradouros e impacta a saúde mental a longo prazo, além de aumentar o risco do uso de psicotrópicos e hospitalização por transtornos mentais”, explica.

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A partir da experiência clínica e da atuação em autogestão e produtividade sustentável, os especialistas apontam práticas para reduzir o risco de esgotamento no trabalho. Confira, a seguir:

1.Adote um ritmo sustentável de evolução

O Kaizen propõe pequenos ajustes diários. “O método está diretamente ligado à saúde mental porque propõe um ritmo sustentável de evolução. Ele substitui a lógica do ‘tudo ou nada’ por pequenos ajustes diários, possíveis e consistentes”, afirma Junior. Focar no progresso contínuo reduz a ansiedade por grandes resultados imediatos e aumenta a sensação de controle.

2. Reconheça os sinais físicos e emocionais precoces

Identificar os sintomas iniciais é fundamental para evitar agravamentos. “No domínio emocional, destaca-se a exaustão emocional e a perda de motivação. No domínio físico, sintomas como fadiga crônica, distúrbios do sono e queixas somáticas múltiplas são comuns”, explica o médico. Alterações cognitivas, como dificuldade de concentração, também funcionam como sinais de alerta.

3. Planeje melhor para reduzir urgência e retrabalho

Pequenos ajustes na rotina ajudam a devolver previsibilidade ao dia a dia. “Planejar melhor, organizar prioridades, definir limites claros e revisar processos evita retrabalho, desperdício de energia e decisões impulsivas”, diz Junior. Ele relata que, ao aplicar blocos de foco e revisões semanais, o estresse pode cair significativamente.

4. Diferencie estresse comum de burnout em desenvolvimento

Nem todo cansaço é burnout, mas a persistência dos sintomas é um sinal importante. “O estresse cotidiano é geralmente transitório, enquanto a síndrome de burnout resulta de exposição crônica a estressores ocupacionais, levando a exaustão persistente, distanciamento emocional e queda de desempenho profissional”, afirma Guido. Segundo o especialista, no burnout os sintomas não melhoram facilmente com férias ou pausas curtas.

5. Investir na autogestão do líder como fator de proteção

O comportamento da liderança influencia diretamente o clima emocional da equipe. “Um líder sem autogestão transfere ansiedade, desorganização e pressa para o time. Já um líder equilibrado cria segurança psicológica”, explica Junior. “Líderes que cuidam da própria disciplina, energia e clareza mental reduzem drasticamente o risco de burnout nas equipes”, complementa.

6. Busque ajuda profissional ao perceber impacto funcional 

Quando os sintomas passam a afetar o funcionamento diário, o suporte especializado é essencial. “O momento certo de buscar ajuda profissional ocorre quando sinais como fadiga persistente, dificuldade de concentração, distúrbios do sono e exaustão emocional começam a impactar o funcionamento diário e o bem-estar”, orienta o psiquiatra. Ele ressalta que a diferenciação entre burnout e depressão é fundamental para a condução adequada do caso.

Para Junior, é importante mudar a forma como o problema é interpretado. “Burnout não é sinal de fraqueza individual, mas de sistemas mal desenhados. Empresas e profissionais precisam parar de tratar o esgotamento como um problema pessoal e começar a enxergá-lo como um problema de método”, afirma. “É possível crescer, performar e prosperar sem perder a saúde, o sentido da vida e a alegria no caminho”, conclui.

Sobre Junior Campos Prado

Engenheiro civil formado pela USP, campeão mundial de karatê e especialista em autogestão, Junior Campos Prado é fundador e presidente do Instituto Kaizen de Empreendedorismo e Autogestão. Inspirado na filosofia japonesa Kaizen, que significa “mudança para melhor”, desenvolveu um método que une propósito, disciplina e equilíbrio emocional para transformar líderes e empresas. Praticante de artes marciais desde os seis anos e multicampeão brasileiro, Junior conquistou, em 2025, o título mundial de karatê em Roma, aos 60 anos, consolidando sua trajetória de superação e constância. Também é autor do livro Kaizen para Grandes Conquistas (Buzz Editora, selo Unno) e referência em liderança consciente e alta performance sustentável.

Sobre Guido Boabaid May

Médico psiquiatra há mais de 32 anos, com mais de 110 mil consultas realizadas, mais de 1.100 pacientes em tratamento guiado com teste farmacogenético e pioneiro da farmacogenética no Brasil. Guido também é fundador e CEO da GnTech, empresa de biotecnologia pioneira e líder em farmacogenética no Brasil, com mais de 25 mil testes farmacogenéticos realizados sob sua liderança, a empresa é  detentora do maior banco de dados de farmacogenética sobre a população brasileira. Boabaid também atua como médico do Corpo Clínico do Hospital Israelita Albert Einstein.

Sobre a GnTech

A GnTech é uma empresa brasileira de biotecnologia, pioneira e referência em farmacogenética aplicada à saúde mental. Com sede em Florianópolis (SC), atua no desenvolvimento de soluções baseadas em Medicina de Precisão, integrando dados genéticos à prática clínica para apoiar decisões médicas mais seguras e individualizadas. Ao longo de sua trajetória, a GnTech já contribuiu para o cuidado de mais de 20 mil pacientes, colaborando com profissionais de saúde, centros de pesquisa e instituições médicas na disseminação do conhecimento científico e na inovação em tratamentos personalizados.


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