Quando se fala nos sinais do envelhecimento, é comum pensar primeiro em rugas, flacidez, perda de volume facial e mudanças na pele. Mas existe outra região que também se transforma com o passar dos anos e pode interferir na percepção da aparência: o sorriso.

Os dentes estão sujeitos a desgastes e alterações ao longo da vida. Mudanças na coloração, pequenas fraturas, perda de estrutura e modificações no formato e nas proporções podem deixar o sorriso diferente daquele apresentado anos antes.

Segundo o dentista Johnny Moraes, de Fort Lauderdale, na Flórida, observar essas características faz parte de uma avaliação que vai além da busca por dentes mais brancos.

“O sorriso também acompanha o processo de envelhecimento. Com o passar dos anos, podemos perceber desgaste, alterações de cor, pequenas fraturas e mudanças no formato dos dentes. Isoladamente, cada detalhe pode parecer pequeno, mas o conjunto pode influenciar bastante a maneira como o rosto é percebido”, explica.

Para o especialista, entretanto, melhorar a aparência de um sorriso que sofreu alterações ao longo dos anos não significa necessariamente realizar uma grande transformação ou recorrer automaticamente às facetas.

“Existe uma ideia de que rejuvenescer a aparência do sorriso significa colocar facetas ou deixar os dentes extremamente brancos. Não é assim. Dependendo de cada caso, pequenas intervenções podem ser suficientes. O mais importante é entender o que realmente precisa ser tratado e preservar ao máximo a estrutura dental”, afirma Moraes.

Clareamento, correções pontuais, alinhamento e procedimentos restauradores ou estéticos estão entre as possibilidades que podem ser avaliadas individualmente. A indicação depende das condições de saúde bucal, da estrutura dos dentes, da função e das características faciais de cada paciente.

Outro ponto destacado pelo dentista é a busca pela naturalidade. Na tentativa de conquistar uma aparência mais jovem, exagerar no tamanho, formato ou tonalidade dos dentes pode produzir justamente o efeito contrário.

“O sorriso não deve chegar antes da pessoa. Quando o resultado chama atenção primeiro para os dentes e não para o conjunto do rosto, alguma coisa pode estar fora de equilíbrio. Um bom planejamento estético precisa respeitar idade, características faciais, função e personalidade”, diz.

Para Moraes, a odontologia estética atual deve estar menos relacionada à reprodução de um padrão e mais à individualização dos tratamentos. “Não existe um sorriso ideal que funcione para todo mundo. O objetivo não é fazer uma pessoa de 50 ou 60 anos ter os mesmos dentes que tinha aos 20, mas buscar um sorriso saudável, harmônico e natural para aquele momento da vida”, explica.

Por isso, antes de qualquer intervenção estética, a avaliação deve considerar não apenas aquilo que o paciente gostaria de mudar, mas também saúde bucal, mordida, estrutura dental e preservação dos dentes a longo prazo.

“Estética, função e saúde precisam caminhar juntas. Melhorar o sorriso pode trazer uma percepção diferente para o rosto, mas isso deve acontecer de forma personalizada e sem sacrificar a saúde dos dentes apenas em busca de uma aparência mais jovem”, conclui Johnny Moraes.