
Creatina e depressão: cientistas investigam suplemento como aliado da saúde mental (Foto: Divulgação)
Durante anos, a creatina foi associada quase exclusivamente ao universo da musculação e da performance esportiva. Agora, o suplemento mais estudado do mundo começa a aparecer em um contexto totalmente diferente: a saúde mental. Pesquisas recentes vêm apontando que a creatina pode ter um papel complementar no tratamento da depressão, especialmente quando associada ao acompanhamento médico adequado.
CLIQUE E SIGA NOSSAS REDES SOCIAIS
Instagram – Famosos, Música, Vídeos Engraçados, Life Style e muito mais!
TikTok – Os melhores vídeos do mundo do Entretê de um jeito que você nunca viu!
Facebook – Todas as notícias do Virgula em apenas um clique, em um só lugar!
A novidade tem despertado interesse, mas também exige cautela. Afinal, o que a ciência realmente já comprovou? E o que ainda está em investigação?
O que os estudos mostram até agora
Ensaios clínicos controlados e revisões científicas indicam que a creatina pode potencializar a resposta ao tratamento antidepressivo em alguns pacientes. Um dos estudos mais citados, publicado no American Journal of Psychiatry, mostrou que mulheres com transtorno depressivo maior que utilizaram creatina como adjuvante ao antidepressivo apresentaram melhora mais rápida e redução mais expressiva dos sintomas em comparação ao grupo placebo.
Revisões sistemáticas mais recentes, publicadas entre 2023 e 2024, reforçam esse achado: a creatina não atua como antidepressivo isolado, mas pode funcionar como um reforço terapêutico em determinados contextos clínicos. Ainda assim, os próprios autores são claros ao afirmar que são necessários estudos maiores, com populações mais diversas, para que a estratégia seja incorporada às diretrizes oficiais.
LEIA MAIS DO VIRGULA
- Ex de Ronaldo, Milene Domingues recorda trágica perda do irmão em acidente
- Isis Valverde protagoniza adaptação brasileira de Quarto do Pânico; confira o trailer
- Conheça dez curiosidades sobre Chaiany, vencedora do Quarto Branco do “BBB26”
Por que um suplemento muscular entrou na conversa sobre depressão?
A explicação não está nos músculos, mas no cérebro.
A creatina participa diretamente do sistema energético das células, especialmente do mecanismo que envolve ATP e fosfocreatina, uma espécie de “reserva rápida de energia”. O cérebro é um dos órgãos que mais consome energia no corpo humano. Em parte dos pacientes com depressão, estudos mostram alterações no metabolismo cerebral, na função mitocondrial e na produção energética neuronal.
Segundo o Dr. Ronan Araujo, médico nutrólogo especializado em metabolismo e saúde integrativa, esse é o ponto-chave da discussão:
“Hoje sabemos que a depressão não é apenas uma questão emocional. Em muitos casos, existe um componente metabólico e bioenergético importante. A creatina entra nesse cenário como uma substância capaz de melhorar a eficiência energética das células cerebrais, o que pode impactar sintomas como fadiga mental, lentidão cognitiva e falta de motivação.”
Ver essa foto no Instagram



