Como diferenciar e diagnosticar precocemente a escoliose? Médico Carlos Eduardo Barsotti explica (Foto: Divulgação)

***Texto do Dr. Carlos Eduardo Barsotti

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A escoliose é uma das dores de coluna mais comuns em todo o mundo, vista em todas as idades. Hoje, cerca de 2 a 4% da população é acometida por esta patologia, segundo a OMS – sendo que grande parte necessita de um procedimento cirúrgico.

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Apesar de ser um problema enfrentado por diversas pessoas, saber identificar a tipologia de escoliose e diagnosticá-la precocemente contribuirá fortemente para um tratamento mais assertivo e garantir, assim, uma excelente qualidade de vida ao paciente.

Caracterizada como uma curvatura lateral na coluna vertebral, a grande maioria dos casos de escoliose faz com que os ossos se torçam, desenvolvendo uma forma de “curva C” ou “curva S” na coluna vertebral. Dentre os sinais físicos mais notáveis, estão a presença de ombros caídos ou desiguais; leve inclinação geral para um lado; cintura irregular; aparência de uma perna maior do que a outra e de um quadril mais alto do que o outro. É possível identificar quatro tipos principais desta condição:

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Idiopática: a mais frequente, acomete 3% da população mundial, sendo mais de 50 milhões de criança, de acordo com a OMS. Sua maior incidência é vista durante a adolescência, apresentando características e níveis de evolução variados, mas suas causas ainda não são conhecidas na medicina.

Neuromuscular: quando acometida, normalmente é em decorrência de outros distúrbios neurológicos ou musculares degenerativos, tais como paralisia cerebral, artrogripose, distrofias musculares e traumatismo raquimedulares. Geralmente, resulta em uma curva longa em forma de C e pode gerar casos graves aos pacientes.

Congênita: tipicamente caracterizada pela má formação das vertebras desde a gestação, normalmente entre a terceira e oitava semana. Sua evolução pode influenciar problemas de desenvolvimento de outros órgãos, como o coração, o que torna este diagnóstico precoce extremamente importante para impedir danos severos à saúde.

Degenerativa: essa tipologia, geralmente, afeta pessoas com mais idade, causada pelo desgaste das vertebras e discos, levando ao desvio da coluna e dores intensas. Aqui, a curvatura da coluna costuma ser um pouco menor quando comparada com as anteriores.

Quando não identificada antecipadamente e tratada corretamente, conforme orientação médica, todas essas tipologias de escoliose podem desencadear problemas e dores cada vez maiores para todos os pacientes. Além disso, podem levar à incapacidade do indivíduo para grande parte das atividades diárias e, para piorar, acarretar a diminuição da função pulmonar e cardíaca, conforme o quadro se agravar ao longo do tempo.

Por isso, o diagnóstico precoce se torna a melhor forma de evitar estes cenários e direcionar cada pessoa ao tratamento mais recomendado. No caso das escolioses idiopáticas, por exemplo, estudos recentes comprovam que o uso do colete para esta curvatura é capaz de evitar 70% das cirurgias na fase mais importante de desenvolvimento infantil, que geralmente ocorre dos 10 aos 17 anos.

Mesmo diante da necessidade de passarem por um procedimento cirúrgico, todos os pacientes – independentemente de sua idade – podem ter uma ótima qualidade de vida e melhoras enormes nas dores enfrentadas. Mas, para assegurar ao máximo esse resultado, é essencial estar atendo aos sinais de desconforto destas tipologias e buscar uma consulta com especialistas o quanto antes. Afinal, com o acompanhamento médico devido, a escoliose não precisa se tornar um empecilho na vida de ninguém.


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Como diferenciar e diagnosticar precocemente a escoliose? Médico explica