
Após Rafa Brites revelar lipedema, conheça mais famosas que relataram a doença (Foto: Reprodução Instagram)
Após Rafa Brites revelar que foi diagnosticada com lipedema, a condição chamou atenção por famosas que também sofrem com a doença. Entre elas estão: Amanda Meirelles, campeã do BBB 23, Yasmin Brunet, Ana Hickmann, Juliana Paes e Flávia Pavanelli. A doença, muitas vezes, é confundida com celulite ou sobrepeso, mas a repercussão ajuda a esclarecer dúvidas e reacende o debate: como o lipedema pode ser tratado em consultório e o que pode ser feito em casos mais graves? A dermatologista Fabiola Bordin, autora dos livros ‘Melasma sem mistérios’ e ‘Segredos da Proteção Solar’, explica as opções disponíveis e os cuidados indicados.
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A dra. Fabiola Bordin esclarece: “É importante entender que lipedema é uma doença do tecido gorduroso e é diferente de celulite ou apenas ter pernas grossas. Lipedema é uma alteração do tecido gorduroso que não causa apenas desconforto estético. Pode ser uma inflamação, pode gerar dor, sensação de peso nas pernas, equimoses (roxos na pele) sem ter batido no local. Esta inflamação gera aumento do tecido gorduroso, em pernas, coxas e até braços, mas preserva os pés (diferente do linfedema que tende a acometer os pés). Usar cremes com certeza não melhora o lipedema.”.
Como é possível tratar em consultório?
Fabiola Bordin: “Fazer o diagnóstico diferencial com sobrepeso/obesidade, doenças linfáticas e vasculares é muito importante. Sendo assim, controlar esta inflamação do tecido gorduroso é o ideal e isso normalmente envolve: procedimentos de consultório, dieta, atividade física e uso de medicamentos”
“Nestes casos, precisamos de aparelhos potentes, que penetrem no tecido gorduroso, mas sem piorar a inflamação. A tecnologia de micro-ondas é uma das mais comentadas, pois é um procedimento não-invasivo, indolor e que pode agir seletivamente no tecido gorduroso”.
“O aparelho Onda Coolwaves é um exemplo, atuando tanto na gordura e podendo melhorar a flacidez da pele. Melhora a inflamação e pode diminuir a gordura localizada no local. Uma boa radiofrequência que consiga penetrar mais profundamente também pode ajudar bastante”.
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“Drenagem linfática ajuda nas pacientes que possuem inchaço no local. A massagem modeladora com certeza não ajuda, pois nenhuma massagem consegue agir ou destruir a gordura”.
O que pode ser feito em casos mais graves?
Fabiola Bordin: “Em casos mais avançados, a cirurgia pode ser o tratamento de escolha, para diminuir o volume do tecido gorduroso no local. Cuidar do peso também é importante, pois o sobrepeso não necessariamente causa lipedema, mas piora o quadro das pacientes que já possuem a doença.
“E mesmo depois da cirurgia, a manutenção do tratamento com os cuidados de dieta, atividade física e procedimentos de consultório são importantes, afinal estamos falando de algo crônico, que ainda não tem cura.”
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