
Nos últimos anos, uma prática poderosa vem ganhando protagonismo nas rotinas de pessoas que enfrentam transtornos como ansiedade e depressão: a alimentação consciente, também conhecida como nutrição holística. Mais do que escolher alimentos saudáveis, trata-se de uma mudança profunda na forma como nos relacionamos com a comida — e os impactos vão além do físico.
De acordo com um levantamento recente da Associação Brasileira de Nutrição (Asbran), 68% dos nutricionistas relatam aumento na procura por orientações que integrem saúde emocional à alimentação. A tendência acompanha um cenário preocupante: o Brasil ocupa uma das primeiras posições no ranking mundial de transtornos de ansiedade, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
“Estamos percebendo que muitas pessoas comem não por fome física, mas por gatilhos emocionais como estresse, tristeza ou solidão. A alimentação consciente ajuda o paciente a identificar esses padrões e reconectar-se com os sinais reais do corpo, reduzindo episódios de compulsão e melhorando o bem-estar mental”, explicou a nutricionista Mariane Alves.
A nutrição holística propõe que a pessoa esteja presente de forma plena no ato de comer: sem distrações como celular ou televisão, com atenção aos sabores, texturas e até às emoções sentidas durante a refeição. Essas simples mudanças de hábitos, segundo estudos publicados pela Harvard Health, podem reduzir sintomas de ansiedade e ajudar no controle de quadros depressivos leves a moderados.



