Bombeiro? Não. Jogador de Futebol? Também não. Astronauta? Muito menos. E que tal Rockstar? É, pode ser. A molecada sempre pira na profissão que quer ter “quando crescer”, mas ter uma banda e botar o pé na estrada não é mais um sonho tão distante.

Prova disso é essa nova geração de bandas “filhas da internet”: Nx Zero, Fresno, Moptop, Hateen…esses grupos tiveram um caminho bem parecido. Grupo de amigos que tocam instrumentos resolvem gravar um CD e acabam colocando as músicas na internet. A galera curte e o negócio começa a caminhar. Shows, turnês pelo interior e quando menos esperam, alguma gravadora acaba topando o grupo. As coisas também não funcionam com essa “fórmula bonitinha”. A banda pode demorar anos para que isso aconteça.

Internet
A internet, que ainda é vista como vilã pelas gravadoras em função da pirataria, na realidade ainda é a mãe dos artistas que arriscam nesse meio. As bandas encontram nela maneiras mais fáceis de divulgar suas músicas e entrar em contato direto com seus fãs para avisar que farão shows ou coisas do tipo. “A internet é nossa mãe, nossa melhor amiga, nosso obi wan kenobi, nossa única esperança. Sem ela não sei se teríamos chegado até aqui, e não sei se iríamos mais pra frente”, explica Mauro Motoki, guitarrista do grupo Ludov.

No entanto, não adianta gravar suas músicas de qualquer jeito e largar no site esperando que alguma grande gravadora te ligue. Para que uma banda “aconteça”, é preciso se empenhar, encarar aquilo como profissão antes mesmo de ser contratado. Grupos geralmente saem por aí marcando seus próprios shows e muitas vezes arcando com despesas de pagar transporte, estampar camisetas com o logo da banda só para garantir a divulgação.

Usar a internet de forma inteligente é vital. Manter um site bem atualizado com notícias da banda, fotolog, blog, comunidades em sites de relacionamento, enfim. Outra opção que deve ser usada é gravar um clipe, algo não muito difícil hoje em dia, e divulgar em sites de vídeos por aí.O importante é abusar das ferramentas que encontrar para deixar o nome do grupo na cabeça das pessoas.

Algumas táticas também nunca mudam. Gravar um CD-R normal e entregar em algumas rádios compatíveis com seu som, é claro, também não é de todo mal e pode até despertar o interesse de algum locutor ou produtor da emissora.

Minha banda vai dar certo?
Não há garantias. Se você e seus amigos possuem ou não talento somente o tempo irá dizer. Já existe no mercado musical muitos “olheiros”, isso mesmo, que nem no futebol, que observam as bandas e as sondam para serem chamadas para pequenos selos ou grandes gravadoras mesmo. Neste ponto, pesa muito para banda ter um bom visual, músicas boas e principalmente, que a banda seja realmente honesta. “Acho que finalmente nego percebeu que essa história de fabricar o sucesso do momento não funciona mais. Não engana mais ninguém, e eles estão indo buscar na cena alternativa”, como diz a roqueira Pitty.

O ponto principal é ter originalidade e não sair copiando estilo por aí. Quem dá o toque é o produtor Rick Bonadio, que ganhou nome ao apostar nos Mamonas Assassinas e recentemente é responsável pelos CDs de CPM22, Hateen e Nx Zero. “Carisma é um dos pontos, ter estilo é outro, mas o algo mais é algo bem difícil de explicar. Tente ser original, não copiar o estilo de ninguém e o seu algo mais acaba aparecendo. Isso se você realmente tiver algo mais. Seja original. Ame a música e não espere um caminho fácil. Olhe para o seu trabalho de maneira realista e crítica e saiba ver onde pode melhorar, principalmente antes de criticar o trabalho dos outros”, disse em entrevista por e-mail ao Virgula.

RBD, HSM, Calypso, Emos…Veloso Gilberto faz um recall musical!

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Tenho uma banda! E agora? Se liga nas dicas para ter sucesso