Divulgação Anna

Um dos melhores produtos de exportação da música eletrônica brasileira, como bem definiu a Mixmag, Anna, expoente do techno e tech-house tem se tornado uma espécie de embaixatriz do consulado brasileiro informal instalado em Barcelona. “Tem muitos DJs baseados em Barcelona agora, os integrantes do Digitaria, Daniel e Daniela são grandes amigos, afirma ela. Outro nome brasuca de destaque da cena catalã vem a ser o marido de Anna, Wehbba.

Já entre os gringos que moram lá, ela destaca Joseph Capriati, Maceo Plex, Raxon, Dubfire, Shall Olin e Ilario Alicante. Se depender do talento e do feeling dessa galera e de Anna, Wehbba e Digitaria ninguém vai morrer de tédio em Barcelona.

“Desde a primeira vez que visitei Barcelona senti uma enorme vontade de me mudar pra la, a cidade tem uma vibe muito boa. Meus bookings na Europa estavam crescendo muito e ficou muito cansativo ter que viajar pra lá quase todo mês, então uni o útil ao agradável e me mudei pra Barcelona”, afirma a top DJ que lança suas tracks por selo prestigiados como Tronic, Yoshitoshi e Terminal M. Recentemente, ela emplacou três faixas no top 10 da Resident Advisor e seu remix para as meninas do Nervo segue bombando desde o ano passado.

Filha do dono de um clube (o Six, em Amparo), Anna estreou na profissão aos 14 anos e garante que nunca deixou de fazer nada por ser mulher, mesmo em um meio em que há poucas mulheres. “Desde o começo da minha carreira, a música sempre foi prioridade e não a imagem, também nunca perdi espaço por ser mulher, muito pelo contrário, isso acabou me ajudando, pois como estamos em menor número nessa profissão, acaba sendo um diferencial. O problema é que temos que nos provar o tempo todo, provar que somos boas, que somos capazes, mas vejo que isso acontece em todas as áreas, todas as profissões, agora, cabe a nós, mulheres, mudarmos essa visão”, afirma.

Sobre música pop e que pontos acha mais interessante da influência que a música eletrônica tem na música pop hoje, Anna solta a real: “Não é o que costumo ouvir, mas, às vezes, tem coisas que gosto, eu ouço de tudo. Acho que a musica eletrônica esteve presente e influencia muito a musica popular desde que o rap se tornou mainstream e tem sido a responsável pelas mudanças e pelos estilos que estão em maior sintonia com essa geração. A musica eletrônica sempre esteve ligada a motivos futuristas, à liberdade, e acima de tudo à diversão e o pop vem sabendo se beneficiar disso. Apesar de nem tudo ser usado da melhor maneira, tem muitas coisas que são ótimas e conseguem agradar tanto a grande massa quanto aos ouvintes mais experientes de musica eletrônica”, pondera.

Por fim, Anna comentou também sua passagem pelo Tomorrowland deste ano e por que acha que o Brasil evoluiu tanto em termos de estrutura e volume de negócios, tornando a música eletrônica produto de exportação, como ela mesma é prova. “Foi ótimo, foi minha primeira vez tocando no festival, toquei no palco Diynamic Stage com artistas que admiro muito. Estava um calor fortíssimo e mesmo assim o pessoal ficou dançando na pista, foi lindo! A dance music cresceu muito no mundo todo e o Brasil não foi diferente, principalmente a música comercial, alguns dos principais festivais que a música comercial é o foco estão fazendo edições no Brasil, como Tomorrowland, Ultra Music, EDC. O público do Brasil é muito apaixonado, se o evento tem um bom marketing e tem o perfil do público brasileiro, ele terá a melhor edição no Brasil, com certeza”, avalia.


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Sucesso mundial, Anna vira 'embaixadora' da eletrônica brasileira em Barcelona

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