O samba, que é mais velho, não precisou morrer para o rock nascer. E hoje eles poderiam conviver melhor. Foi o que mostrou a apresentação de Moraes Moreira e Pepeu Gomes, em um “revival” dos Novos Baianos, neste sábado (21) no palco Sunset do Rock in Rio.

Com uma banda cheia de suingue, Pepeu encarnou o guitar hero, repetindo a performance de 85 quando o Megadeth o convidou a entrar na banda. Mas segundo Pepeu conta, ele não quis morar em Londres. Nesta apresentação de 2013, a camiseta do Jimi Hendrix e o chapéu hippie já dizia tudo. Pepeu é um deus da guitarra assim como Eric Clapton, Hendrix e Jimmy Page. Somos todos politeístas.  

O baixo de Didi Gomes revelava a pulsação e as harmonias das composições dos Novos Baianos, sempre atuais e vanguardistas, capazes de uma espécie de cura xamânica pela música.

Roberta Sá, que fez o “papel” de Baby Consuelo e Davi Moraes, filho de Moraes, são dois nomes da nova geração que tem como desafio exterminar o complexo de vira-lata que se instalou. Mais pela genialidade de tropicalistas, Novos Baianos e da mineiragem do Clube da Esquina, que por alguma deficiência dos que vieram depois.

O repertório passou por faixas clássicas do grupo baiano como Mistério do Planeta, A Meninas DançaTinindo Trincando e Preta Pretinha, todas do mítico álbum Acabou Chorare (1972), considerado um dos mais importantes discos da música nacional. Ainda sobrou espaço para o hit Eu Também Quero Beijar e o frevo Festa do Interior. Foi lindo.


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'Revival' dos Novos Baianos mostra que música brasileira é subestimada

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