Divulgação O produtor e DJ inglês Jamie XX

Vamos aos fatos, Jamie XX fez um dos discos mais legais de 2015 até o momento, In Colour, lançado em maio pelo selo bacanudo Young Turks. É o primeiro álbum do DJ e produtor Jamie Smith, nome real do menino que é mais conhecido por ser um dos integrantes do trio inglês The XX.

Entre os melhores momentos de In Colour tem a participação da gótica suave Romy Madley-Croft, vocalista do XX, que canta a linda Loud Places, faixa que tem um clipe bonitão, em que Jamie e Romy dão um rolê de skate à noite por Londres.

Loud Places, Jamie XX feat Romy Madley-Croft

Outro momento épico no disco é a faixa Oh My Gosh, que Jamie tem usado pra começar seus sets já botando tudo abaixo. A música ganhou um clipe arrebatador, dirigido por Erik Wernquist, construído a partir de fotos da Nasa e do Goddard Space Flight Center. Trilha perfeita pra sua viagem pra Marte!

 Oh My Gosh, Jamie XX


 

Esta semana saiu novo clipe, I Know There’s Gonna Be (Good Times), música que tem samples da maravilhosa Good Times, do The Persuasions.

Com uma little help do rapper americano Young Thug e do ragga man jamaicano Popcaan, olha o que Jamie fez com a música.

I Know There´s Gonna Be Good Times – Jamie XX feat Young Thug e Popcaan

 

Jamie tem tocado nos clubes e festivais mais legais do planeta desde que lançou esse discaço, mas arrumou um tempinho pra responder algumas perguntas pra gente. Vamos a elas.

Virgula – Você levou 5 anos pra finalizar In Colour. Pode contar um pouco sobre como foi o processo de criação do disco? Teve muita pesquisa de sample?

 Jamie XX – Todas as faixas do disco eu fiz sozinho em turnês, no ônibus. São ideias que fui tendo ao longo de seis anos, e na real nunca tinha pensado em fazer um disco. No último verão, eu resolvi que, melhor do que lançar um single depois do outro, seria lançar logo um álbum. Vários DJs só lançar discos de 12 polegadas e eu adoro esse formato, mas não é o meu jeito de fazer música. Optei por criar um álbum em vez de uma coleção de faixas isoladas. Uma parte importante do disco é a continuidade e a transição entre as tracks. É isso que faz um álbum. Muita gente já não ouve mais discos inteiros, mas eu, sim. Álbuns sempre foram muito importantes pra mim. Começar uma faixa nova é a coisa mais excitante no ato de fazer música. Eu não penso em nada. A parte racional vem só depois. Pra mim, a ideia para uma música pode vir de várias fontes diferentes, mas sempre começa com uma melodia.

Virgula – Você escreveu a maioria das músicas no disco?

Jamie XX – Sim, escrevi. Fiz Loud Places com a Romy e Stranger In a Room com o Oliver Slim. Seesaw foi escrita com o Kieran Hebden (aka Four Tet).

Virgula – Como rolou a ideia de fazer o clipe de Loud Places andando de skate com a Romy?

Jamie XX – Romy e eu crescemos andando de skate juntos, muito antes de a gente começar a fazer música. A gente passava o fim de semana inteiro andando de skate pelas ruas de Londres. A gente queria que o clipe mostrasse um pouco disso, além de lugares a que costumávamos ir juntos.

Virgula – Vi você no Sónar deste ano e foil indo. É muito diferente fazer uma turnê sozinho do que viajar com a banda?

Jamie XX – Eu amo estar em turnê, amo conhecer lugares. Mas é totalmente diferente de tocar com o Oli e a Romy com o XX. É estranho estar sozinho no palco… foi bem difícil eu conseguir estar nessa posição, sozinho no palco, e ficar confortável. Mas agora estou curtindo.

Virgula – Como você concilia o trabalho de DJ com o XX?

Jamie XX – Com a banda, Oli, Romy e eu temos gostos bem diferentes e às vezes entramos em impasses. Quando escrevemos música juntos há elementos de tudo isso no nosso som. Discutimos muito no estúdio, no bom sentido. Às vezes chega a um ponto em que não concordamos com nada e temos que ir embora. Mas quando eu faço música, sou só eu. Todas as faixas do disco são coisas que eu nunca imaginei fazer com o XX. Até hoje, quase todas as faixas do XX começaram com o Oli e a Romy escrevendo letras e depois nós três compondo a música juntos. Enquanto as músicas do meu disco começaram comigo fazendo a música e em seguida tentando escrever, ou encaixando algo que foi escrito pra elas. Não sou muito bom de letras. Gosto da abstração da música eletrônica. E, como eu disse antes, pra mim tudo começa com uma bela melodia.

Virgula – Quem foram os primeiros DJs que te impressionaram?

Jamie XX – O Four Tet, por exemplo, comecei a ouvir as produções dele quando tinha 14 anos. E também o RJD2, que eu vi tocar com uma bateria eletrônica MPC em Paris, quando eu tinha 16 numa viagem de skate com amigos do colégio.


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“Pra mim tudo começa com uma bela melodia”, diz DJ e produtor Jamie XX, autor de um dos melhores álbuns de 2015

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