Divulgação Rebecca Ferguson

Rebecca Ferguson recebeu um convite para cantar na posse do presidente eleito dos Estados Unidos Donald Trump, que assume o cargo em cerimônia no dia 20 de janeiro, e parece estar disposta a aceitá-lo.

Porém, com uma condição.

A cantora quer apresentar a canção Strange Fruit, um clássico sobre intolerância e racismo eternizado nas vozes de Billie Holiday e Nina Simone, ambas, assim como Rebecca, negras.

“Vou se permitirem que eu cante Strange Fruit, uma música com imensa importância histórica, proibida no passado por ser muito controversa”, disse ela sobre a exigência. Vale lembrar que, durante toda a sua campanha, Trump foi constantemente acusado de ser racista, machista, homofóbico, xenofóbico e intolerante por conta de suas declarações em comícios.

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“É uma música que dialoga com todos os negros vítimas de racismo nos Estados Unidos e lembra que o amor é a única coisa que pode destruir o ódio. Aí aceitarei o convite e me apresentarei em Washington”, afirmou ela.

Lançada em 1937, Strange Fruit foi composta por Abel Meeropol, um professor e ativista nova-iorquino. Na ocasião de seu lançamento, a canção retratava uma realidade em que negros americanos eram caçados nos guetos e bairros periféricos por forças do governo e grupos de supremacia racial. Herbie Hancock e Marcus Miller foram alguns outros artistas que interpretaram a música.

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Na página do Jornal Nacional no Facebook, internautas ofenderam a raça da apresentadora e um deles se referiu à Maju como escrava: "Onde compro essa escrava? Na época, o caso gerou revolta nas redes sociais e William Bonner e Renata Vasconcellos saíram em defesa da jornalista.
Créditos: Reprodução / Instagram

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Para cantar na posse de Trump, cantora exige música sobre intolerância e racismo

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