O ex-Beatle Paul McCartney venceu na segunda-feira uma ação judicial que bloqueia a venda de um manuscrito da canção “Hey Jude”, um dia antes de o documento, cujo valor estipulado chegava a 80.000 libras (116.000 dólares), ir a leilão.

A Alta Corte de Londres garantiu a McCartney que o papel — escrito pelo astro em caneta azul — seria excluído o leilão depois que o ex-Beatle alegou que o manuscrito havia desaparecido de sua residência.

O documento de 19 linhas omite os últimos seis versos da música que se transformou em um dos maiores sucessos dos Beatles.

As letras foram colocadas a leilão por um homem identificado apenas como Monsieur Tessier, que as havia comprado no famoso mercado de rua londrino, o Portobello Road, quando ele era um estudante, no começo dos anos 1970.

Tessier tinha emoldurado a folha e colocado em sua casa, apesar de, segundo ele, desconhecer o real valor, até que o artigo foi examinado por um especialista.

McCartney disse que ele escreveu a canção para Julian, filho de John e Cynthia Lennon, que tinha cinco anos na época, como uma forma de confortá-lo durante a separação de seus pais.

A ordem judicial foi um duro golpe para a casa de leilões Christie’s, que havia divulgado a letra de “Hey Jude” como a peça central da venda de memorabilia pop.

“As letras foram impedidas de ir a leilão”, disse um porta-voz, sem acrescentar detalhes.

Duas gravações inéditas de John Lennon também vão ser leiloadas, bem como cartões postais de publicidade, capas de discos, revistas de fãs, autógrafos, pôsteres, fotos e desenhos.


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Manuscrito dos Beatles é proibido de ir a leilão

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