“A gente sofre  preconceito, tio”, me conta Laura Franco, 12 anos, uma das “beliebers”, como são chamadas as fãs de Justin Bieber. Ao lado das amigas, ela estava acampada no “Bieberstock” que se armou nos arredores do Anhembi, em São Paulo, onde o astro se apresenta no sábado (02).

O preconceito é expresso nos xingamentos de alguns que passam, principalmente caminhoneiros, e mandam as garotas irem estudar, quando não fazem pior. “Só por que a gente quer ver nosso ídolo não quer dizer que a gente é vagabunda”, reclama Mayara Oliveira, 18.

Para elas, Bieber é uma espécie de guru. “Eles nos ensinou a acreditar”, resume Amanda Jess, 13. No grupinho também estão Sofia Dias, 13, Isavelle Stefhanie, 12, e Giovana Teixeira, 10.

A reportagem do Virgula Música encontra também uma mãe belieber, Ausgusta Aparecida Pettinari, 44. “Acho importante estar junto, para segurança também, e para mostrar que está presente em qualquer momento”, diz. A filha, Rebeca Pettinari de Almeida, 14, completa: “É como um casamento, na alegria e na tristeza”.

Mas tristeza, ali, só do repórter de ser chamado de tiozão. E de um ou outro recalcado. O fato é que para alguém dado como algo ultrapassado, a popularidade de Justin Bieber não está nada mal. Bem melhor que a minha.


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Fãs acampam nos arredores do Anhembi e armam 'Bieberstock'

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