Em seu novo disco, “Terra”, Gabriel Sielawa busca entender a si

Há dois anos, Gabriel Sielawa entrou em estúdio para gravar seu primeiro disco solo, mas está enganado quem pensa que o artista tem pouco tempo de estrada, já que possui trabalhos com suas bandas há 12 anos.

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A Homens de Melo pode ter acabado, mas marcou o cenário da música independente, principalmente no Vale do Paraíba. O mesmo com a ainda na ativa Dom Pescoço, que lançou o EP “Eu Sou o Samba” ainda neste ano.

As 12 faixas do disco Terra, que chega às plataformas de streaming no dia 9 de setembro, mostra muitas possibilidades de Brasis e todas as influências de Gabriel Sielawa. Com produção de Diego Xavier, o disco passeia por sambas, indie rock e MPB, com base no violão e percussões bem marcadas. No disco, segundo Sielawa, existem três partes que se misturam: o tempo e as mudanças, o amor e suas relações e a política e os espaços onde estamos. Quase que uma trajetória para entender a si e aos contextos em que estamos inseridos.

Quem assina a capa é a artista curitibana Anna Lins. É um quadro, produzido em tinta a óleo, com os elementos: céu, nuvens, a terra e o movimento, tudo na mesma paisagem. Na paisagem está representado o tempo e o vento dançando, criando uma forma a partir da terra seca. Segundo Gabriel, “a sustentação principal das cores tem base na predominância de cores da primavera segundo Johannes Itten. Embora o quadro tenha o verde em maior quantidade, a cor aparece nos detalhes da imagem da capa. A cor central é o vermelho no balanço dos corpos. No céu, o azul e o cinza, representando a claridade e abertura e as possíveis tempestades que vira e mexe aparecem”.


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Em seu novo disco, "Terra", Gabriel Sielawa busca entender a si