Tegan and Sara

Divulgação Tegan and Sara

Estrelas do pop e militantes LGBT, as irmãs gêmeas Tegan and Sara têm oito álbuns lançados, e uma multidão de fãs brasileiros ávidos por vê-las ao vivo pela primeira vez.  As canadenses de 36 anos podem ser um dos nomes que irão surpreender no próximo Lolapalooza.

O disco mais recente delas, Love You To Death, rendeu hits instantâneos como Boyfriend e That Girl e mostrou amplo domínio na construção de músicas pop que transcendem o lugar-comum do lirismo e da sofrência.

“O disco é voltado para os muitos tipos de relacionamentos e nossa vida. Não apenas o viés romântico, mas também da fraternidade. Nossa sexualidade, mas em alguns aspectos, nossa expressão enquanto mulheres. Nós tentamos pegar essas ideias e deixá-las um pouco sombrias. Um certo tipo de melancolia, mas que em algumas partes pode ser muito divertido”, afirma Sara, por telefone, ao Virgula.

Sobre a relação entre pop e política, ela não vê como algo conflitante. “Com certeza, talvez seja a melhor maneira porque soa inesperado. As pessoas acham que o pop é despojado, mas a verdade é que um veículo maravilhoso para alcançarmos uma audiência de massa. Eu acho que não é usual ter algo político e apaixonante como mensagem. Usamos o pop para diversificar a mensagem”, argumentou.

Ela falou também sobre a fundação montada por ela e pela irmã no ano passado, a Tegan and Sara Foundation. “Nós achamos importante nosso papel na opinião pública e queremos apoiar as pessoas LGTB, suas escolhas. Por sermos mulheres gays, nós temos não apenas a experiência, o entendimento, e achamos importante para a comunidade”, comentou.

Em relação ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Sara não disfarçou seu descontentamento. “Eu acho que ele potencialmente é uma ameaça para todos, não apenas pessoas que se identificam como gays. Eu acho que agora ele já mostrou o quanto ele é limitado por suas ações e as medidas potencialmente discriminatórias que ele vem tomando em relação aos imigração, refugiados e ao meio ambiente. Nós temos uma preocupação também em relação aos LGBT”, disse.

Sobre frequentar o “mainstream” mesmo sendo “outsiders”, a artista afirma ser indício de mudanças de mentalidades. “Eu não acho que sejamos uma prova de que os tempos estão mudando, em um nível institucional, mas que as pessoas estão abrindo suas cabeças e aceitando coisas que às vezes o governo e as instituições, como a igreja, não aceitam. Eu acho que há alguma beleza nisso”, opinou.

Por fim, ela promete levantar o público do Lolla. “Acho que o show será fantástico. Vamos tocar um mix selvagem de músicas de todos os nossos oito álbuns. É um show com uma energia alta. Nós estamos muito orgulhosas e muito ansiosas por finalmente estar no Brasil”, completou.

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Os ingressos podem ser adquiridos pelo site lollapaloozabr.com/tickets e em todos os pontos de venda do país. Fãs também podem comprar seus ingressos na bilheteria oficial do Citibank Hall São Paulo (sem taxa de conveniência).

A novidade deste ano é que não haverá ingressos físicos ou e-ticket. O acesso ao Festival será por meio de uma pulseira exclusiva com tecnologia RFID, que conta com patrocínio da AXE, a AXE Lolla Cashless. Além de garantir a entrada no Autódromo, ela também será usada para compra de alimentos, bebidas, produtos oficiais e outros, além de demais serviços disponíveis, como o Lolla Lounge.


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'É melhor porque soa inesperado', diz Tegan and Sara, atração do Lolla, sobre pop com política