A Semana de Moda masculina de Paris para a Primavera-Verão 2012 começou a revelar, nesta quarta-feira (22), as tendências nas passarelas, festas e diversas coletivas em uma jornada que ficou marcada pelo julgamento contra um de seus grandes protagonistas, John Galliano.

Os desfiles começaram nesta tarde, quase ao mesmo tempo em que o estilista britânico alegou perante a Corte sofrer de influências de diversas substâncias lícitas e disse não lembrar dos insultos antissemitas gravados em um vídeo cuja difusão pela internet, em fevereiro, lhe rendeu a demissão imediata da marca Christian Dior Couture e da empresa que leva seu nome.

Entre um desfile e outro, foram apresentadas também as primeiras entrevistas iniciadas por Barnabé Hardy, criador francês de talento e de estratégia que após ter trabalhado mais de oito anos na Balenciaga, onde desenvolveu sua linha masculina, apresentou sua sexta coleção solo.

Especialista em jaquetas de couro, suas coleções incluem sempre novas versões de seu modelo fetiche o “patchwork origami”, que para o inverno 2012 contarão com detalhes trançados em branco e azul e propôs também capas para toda a linha Apple, do MacBook ao iPhone.

Inspirado em tatuagens, seu estilo para o próximo inverno não esconde um leve toque oriental, perfeito para sua clientela japonesa, mas também ocidental. Em outubro, apresentará uma coleção feminina para o estilo Prêt-à-Porter.

O estilista e ex-boxeador japonês Arashi Yanagawa foi o encarregado de abrir os desfiles. Conhecido por amar o contraste,Yanagawa imprime esta característica também em suas criações, destinadas a homens capazes de se permitir a certas fantasias na cor, na forma e na combinação de peças, mas que também podem passar elegantemente despercebidos, se quiserem.

Depois foi a vez de Nicola Formichetti, o estilista de Lady Gaga, que foi o responsável por um dos momentos mais aguardados do dia com suas novas criações para Thierry Mugler, marca que ressurge, assim como ele, das cinzas.

O novo diretor artístico da Mugler contou com a colaboração do estilista Romain Kremer para buscar o ideal masculino em diferentes ícones. O objetivo era transmitir uma ideia de fantasia, sonho e voyeurismo, no qual mitos antigos e também modernos estão representados, o que preencheu sua passarela de homens do mundo do futebol, da pornografia, da Grécia clássica e também do surfe.

Outra estrela do dia foi o israelense Ehud, diplomado da Saint Martins College of Art & Design de Londres, instituição onde os grandes criadores do momento, entre eles o falecido Alexander McQueen e  John Galliano, se formaram ou mesmo passaram uma temporada.

Requisito indispensável para desfilar em Paris, Ehud, criador de excelente alfaiataria, domina um corte impecável, trabalhado em matérias-primas tradicionais, de lã ao couro até o vinil.

A agenda do dia encerrou com Alexandre Mattiussi, nome em clara ascensão, após ter trabalhado em Dior, Givenchy e Marc Jacobs, e vivido em Paris, Milão e Nova York.

Seu sucesso comercial está garantido, pois, aspira visivelmente oferecer peças e combinações atuais fáceis de vender, elegantes e bem elaboradas, mas sem exageros.

Além de grandes desfiles e grandes entrevistas, a moda masculina em Paris passará até o próximo domingo por salões, festas, inaugurações e apresentações diversas.

Entre os eventos, tem a midiática inauguração da boutique parisiense de Ermenegildo Zegna e a apresentação de sua linha de venda pela internet em 3D, na presença da atriz e modelo Milla Jovovich.

Já a Chanel concedeu uma coletiva da temporada na noite de terça-feira (21) para apresentar a coleção de óculos Outono-Inverno 2011-2012 Prestige. 


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Semana de Moda masculina de Paris começa sem Galliano

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