Mauricio Nunes


Créditos: Thiago Oliveira

Quem?!?! Escritor

PROGRAMA NA TV
Emílio: Na outra vez que você esteve aqui, você estava lançando as séries de cinema que você fazia na TV.
Maurício: Na TV Cinelandia. Naquela vez a gente falou do Rocky (filme) até, que no final do filme legendado ele perde a luta e no final do filme dublado ele empatava. E assim era esse programa que eu tinha, sobre cinema, mas com um tom de humor. Falava de filmes, de diretores, mas sempre em tom de humor.
Emílio: E o que aconteceu com o programa?
Maurício: Ficou na internet um tempo, mas depois não dá, né? Era muito caro para fazer.
Emílio: Produção independente?
Maurício: Produção independente! Eu trabalhava em uma TV lá de Guarulhos.
Pior: aí não tem futuro, né!
Maurício: Era complicado. Dirigir, escrever, editar e tudo.

LIVRO “SEXO, CINEMA E DOIS CORPOS FUMEGANTES”
Emílio: Mas você tem outro trampo?
Maurício: Eu sou articulista do Metrô News, do jornal, sou editor chefe da “Segredo do Sucesso”, que é uma revista corporativa bem bacana, além dos livros, né!. Esse já é o segundo que eu estou lançando.
Emílio: Livro muito bacana, aliás.
Maurício: Bacana! Ficou bem bonito mesmo, todo ilustrado e tal. Capa dura, que eu até brinquei, dizendo que um livro de sexo não pode ser brochura, tem que ser capa dura.
Emílio: Eu tava vendo aqui e você não pode usar as fotos dos artistas?
Maurício: Na verdade é assim, poder, você pode, mas os caras cobram umas fortunas. Uma foto, por exemplo, me cobraram 150 dólares. Um livro que tem 69 capítulos, imagina quantas fotos eu ia usar. Ia ter que custar cerca de 750 reais cada unidade, o cúmulo do absurdo. Daí eu acabei optando por fazer desenhos e funcionou mais ainda, porque acabou virando um livro de arte.
Amanda: Os desenhos são seus?
Maurício: Não, os desenhos são do Fernando Bernardo, um desenhista muito, muito bom!
Emílio: E a ideia do livro, surgiu como?
Maurício: Então, eu, obviamente, sempre curti cinema, escrevi sobre cinema e tal, e também sempre gostei de sexo. Como o cinema tem aquela pegada que a gente fala que nada mais é que o buraco da fechadura. Que você está ali acompanhando uma história pelo buraco da fechadura. Daí eu falei “pó, o que é mais interessante de se ver pelo buraco da fechadura além da intimidade alheia?” E há muito tempo eu tinha um diário onde eu escrevia sobre as cenas de filmes que achava legais. E daí eu percebi que em festas ou bares, conversando com os amigos, que algumas dessas cenas geravam alguma polêmica, tipo “Cara, que filme é esse? A Angelina Jolie já apareceu pelada, nu frontal?”. Aí eu contava qual filme era e a galera ia atrás de alugar, baixar, comprar, sei lá. E isso foi aumentando, toda hora todo mundo comentando e eu pensei “Po, vou escrever um livro sobre isso.” Aí demorou, porque existiu um trabalho intenso de pesquisa. Para escrever ele demorou em torno de oito, nove meses, mas eu já tinha tudo anotado há 10, 15 anos.

CINEMA
Emílio: E como é que surgiu o gosto pelo cinema? Desde quando você gosta?
Maurício: Putz, cara, desde molequinho. A primeira vez que eu fui no cinema, eu tinha cinco anos de idade e, assim, desde aquela época eu fui tarado por cinema. Tanto que com sete, oito anos de idade eu fugia de casa, ninguém sabia onde eu tinha ido, e eu tava dentro do cinema. Já tinha feito com o bilheteiro, porque eu não tinha dinheiro. E era no “Cine Star”, que foi o meu livro anterior inclusive “Sob a Luz do Cine Star”, que são crônicas de cinema, mas também uma homenagem a esse cinema. Então, foi como eu disse, sempre gostei muito de cinema. Aí, teve uma época, que eu fui escrever para dois jornais sobre cinema. Hoje, eu escrevo de tudo, cultura em geral, livros, cinema, mas teve um tempo que foi só cinema.
Bola: Mas você curte ver tudo ou tem preferências?
Maurício: Eu vejo de tudo, mas eu gosto muito de comédia, cara. Woody Allen é o meu favorito. Mas assisto tudo. A única coisa que eu não sou muito ligado é em filme de guerra.


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Maurício Nunes