A cirurgia plástica é mais solicitada na Ásia e na América do que na Europa, e recorrem a essa prática principalmente aquelas pessoas que se incomodam com gordura corporal e seios pequenos, enquanto o botox é o rei dos procedimentos estéticos não invasivos no mundo.

Assim mostram as últimas estatísticas da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS, na sigla em inglês), que segundo destaca sua secretária mundial, a colombiana Lina Triana, demonstram que a América Latina está entre os líderes mundiais em procedimentos estéticos.

Nenhum dos cinco primeiro postos da lista de países com mais cirurgias e procedimentos estéticos realizados por especialistas credenciados em 2011, o ano de estudo, é europeu.

Segundo o estudo global de Procedimentos de Cirurgia Estética e Cosméticos da ISAPS, publicado neste mês e realizado por meio de entrevistas com cirurgiões, em 2011 foram realizadas 6.371.070 cirurgias plásticas e 8.336.758 procedimentos estéticos não cirúrgicos no mundo.

Os números de procedimentos cirúrgicos caíram em relação a 2010, quando foram feitos 6.735.640 e os não cirúrgicos apresentaram aumento, que de acordo com o estudo foram 7.371.211.

Os Estados Unidos são o número um da lista, com 21,2% de todas as operações cirúrgicas e não cirúrgicas para melhorar a imagem do paciente, seguido pelo Brasil, com 9,8%.

Em 2011, foram realizadas nos EUA 1.904.146 cirurgias plásticas e 2.011.100 procedimentos não cirúrgicos, enquanto no Brasil foram realizadas 905.124 operações e 542.090 procedimentos.

A China aparece em terceiro lugar, com 415.140 cirurgias e 635.720 procedimentos, o que equivale a 7,1% do total.

Em quarto e quinto lugar, respectivamente, aparecem o Japão, com um total de 372.773 operações e 579.878 procedimentos (6,5%), e o México, com 299.835 e 494.731 (5,4%).

Atrás do México, aparecem nesta ordem Itália, Coreia do Sul, Índia, França, Alemanha e Colômbia.
“Antes o paciente vinha aos países latino-americanos porque era mais barato, mas já não é o valor o que mais influencia, é o trabalho para moldar os corpos”, explicou à Agência Efe Lina, para quem a cirurgia plástica na região alcançou um desenvolvimento comparável ao dos EUA.

Embora no resto do mundo tenha reduzido o número de cirurgias plásticas praticadas na região, Brasil, México, Colômbia, Venezuela e Argentina continuam entre os 25 países que mais possuem pacientes que querem se submeter a estes procedimentos.

A secretária da ISAPS considerou que a redução pode estar ocorrendo porque os pacientes latino-americanos recorrem a médicos que poderiam pôr em risco sua saúde.

“Infelizmente há muitos cirurgiões que não são cirurgiões porque não estão credenciados”, disse à Efe.
Adicionalmente, a crise econômica mundial, considerou Lina, pode afetar a quantidade de cirurgias estéticas no mundo, mas não de maneira significativa.

Segundo o estudo, em todo o planeta há somente 32 mil cirurgiões plásticos certificados, dos quais 8.379 trabalham na Ásia, 8.022 na América do Norte, 7.440 na Europa e 7.186 na América do Sul. Na África são apenas 594 e na Oceania 273.

Em um mundo onde a obesidade cresce, a operação cirúrgica mais realizada continua sendo a que serve para eliminar a gordura no corpo: a lipoaspiração.

No total, foram realizadas em 2011 mais de 1,26 milhão de lipoaspirações.

A segunda intervenção estética mais requisitada foi o aumento do tamanho dos seios, a terceira foi a blefaroplastia (cirurgia de pálpebras), a quarta a abdominoplastia e a quinta a rinoplastia.

Entre os procedimentos não cirúrgicos, o botox reina absoluto. Nada menos que 3.179.652 aplicações deste composto que contém a toxina botulínica tipo A, que serve para “acabar com” as rugas, foram realizadas em 2011.

O ácido hialurônico, também para rejuvenescer a pele, a depilação a laser, as injeções de gordura (para preencher lábios, glúteos e outras partes) e diversos tratamentos com laser também aparecem na lista.


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Gordura e seios pequenos são os principais motivos de plásticas no mundo