O cineasta Roman Polanski, que está em prisão domiciliária na Suíça por uma acusação de violação nos anos 70, agradeceu nesta segunda-feira (28) pelo apoio que recebeu durante a privação de sua liberdade, através de uma carta no site do filósofo francês Bernard-Henri Lévy.

“Eu mesmo estou emocionado pela quantidade de testemunhos de simpatia e apoio que recebi na prisão de Winterthur e que continuo recebendo neste chalé de Gstaad, onde passo as festas de fim de ano com minha mulher e filhos”, diz o cineasta em sua carta.

Polanski afirma que gostaria “poder dizer a cada um o bem que faz, quando se está trancado em uma cela, ouvir a cada amanhã o murmúrio da voz humana e da solidariedade com a chegada dos correios”.

“Cada uma de suas palavras foram, para mim, nos momentos mais obscuros e em minha situação atual, de reconforto e esperança”, acrescenta Polanski, que quer com esta carta mostrar seu agradecimento aos que o apoiaram.

O cineasta deixou os Estados Unidos para viver na França em 1978 em uma tentativa de evitar um julgamento por violar uma menina de 13 anos durante uma sessão de fotos.

Polanski foi detido no final do setembro quando chegou a Zurique para receber um prêmio, em virtude de uma ordem de captura dos EUA.

O cineasta conseguiu a liberdade condicional após ter depositado uma fiança de 4,5 milhões de francos (3 milhões de euros) estabelecida pelos juízes suíços.


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Polanski agradece por apoio durante período na prisão

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