Pato Fu – Gol de Quem?

Este é o segundo álbum do Pato Fu, lançado em 1995. Se a estreia Rotomusic de Liquidificapum transbordava esquizofrenia, aqui os mineiros começaram a moldar o pop esquisito e agridoce que os consagraria. Culpa de hits como Sobre o Tempo e a regravação de Qualquer Bobagem. Mesmo assim, Gol de Quem? ainda traz resquícios das experimentações de John Ulhoa, em músicas como Onofle, Sertões e a cover de A Volta do Boêmio, que desconstrói o original de Nelson Gonçalves. A mistura balanceada faz deste um dos melhores álbuns da carreira de 18 anos do grupo.

(Tiago Agostini, editor de Home)

 

Faith no More – The Real Thing

Você sabe que um CD é bom quando, décadas mais tarde, continua tão empolgante quanto na época em que foi lançado. É o caso de The Real Thing, do Faith No More. Afinal, é preciso respeitar um disco que começa com From Out of Nowhere, Epic e Falling to Pieces, três grandes hits da virada dos anos 80 para os 90. Mas as menos conhecidas também mostram o talento de uma banda que foi muito além da moda funk-rock da época, agregando a essa sonoridade heavy metal, teclados progressivos, jazz, pop, rap e experimentalismos. Essa mistureba toda é comandado pela voz personalíssima de Mike Patton, sem dúvida um dos dez melhores vocalistas de rock de todos os tempos.

(Denis Moreira, editor de Diversão)

 

Fishbone – Give a Monkey a Brain and He’ll Swear He’s the Center of the Universe

Lançado em 1993 e produzido pelo ‘fera’ Terry Date (Pantera, Deftones,Soundgarden), o álbum traz a banda praticando o melhor da sua bacana fusão musical (ska, reggae, heavy metal, hardcore, funk e… salsa?). Da pesada Swin ao alegre funk de Lemon Meringue (hit na época), Angelo Moore mostra toda sua versatilidade como cantor. O disco também mostrou o ápice criativo do saxofonista John Norwood Fisher, líder e principal compositor do Fishbone. John Bigham, guitarrista na época, era o grande “plus” do grupo na época. O octeto ainda está na atividade, e traz em sua formação o lendário Rocky George, ex-guitarrista do Suicidal Tendencies.

(Jean Felipe de Almeida, repórter de Música)

 

Elvis Costello – Pump It Up

Bom, eu passei muitas horas do fim de semana pesquisando música para meu set de rock no Alberta 3. Entre muitas coisas ouvidas, quero destacar o animadíssimo som do Elvis Costello em Pump It Up (1978). A música fala de masturbação (Justin Bieber podia abordar um tema desses hein?) e tem um som energético, marcado por guitarrras esporrentas (hehe) e trêmulos órgãos new wave. A música faz parte da brilhante fase inicial de Costello, de músicas como Watching the Detectives e Oliver’s Army (que o Raimundos regravou).

(Camilo Rocha, editor de Música)

 

Exaltasamba – Tá Vendo Aquela Lua

Música inédita do Exalta que será gravada no DVD especial de 25 anos, neste sábado, no Palestra Itália. Por este motivo, resolvi escolher esta canção, uma espécie de homenagem (tiete). Apesar de se tratar de um grupo de pagode, a música nova tem uma levada mais calma, tocada apenas no violão.

(Luiz Antonio Teixeira, repórter de Esportes)

 

RAPadura

Não é maracatu, nem embolada, mas tem sanfona e cara de repente. É rap, mas pode ser dançado como forró, se você quiser. Rapadura Xique-Chico faz rap misturado com sons nordestinos, cheio de sotaque e com uma rapidez que assusta a primeira audição. O rapentista – como se intitula – lançou sua primeira mixtape, que ele preferiu nomear Fita Embolada do Engenho, a “Rapadura na boca do povo” e pretende levar seu som a todos os cantos do país. No Twitter, você o encontra pela tag #OxenteÉArrente e para ouvir um som, nada melhor do que o site do cara, no qual dá pra ouvir todas as músicas do trabalho do MC.

(Carol Patrocinio, repórter de Famosos)

 

The Cure – Disintegration

Já vazou na web a mais que especial edição de luxo de Disintegration, clássico do The Cure lançado em 1989. O lançamento é uma pérola: o álbum, triplo, traz uma remasterização do disco original, um extra só com raridades e a íntegra de um show espetacular do grupo em Wembley no mesmo ano de 1989. Os fãs vão babar.

(Stefanie Gaspar, repórter de Música)

 

Back To Life – Soul To Soul

Depois de uma deliciosa licença-maternidade, meu primeiro dia de volta ao trabalho não poderia ter trilha melhor. Este é um übber hit dance do final dos anos 80/começo dos 90. O Soul To Soul é um dos grupos que melhor captaram a essência daquele período da dance music, com um pé forte na música negra e outro na eletrônica.

(Cláudia Assef, editora-executiva)

 

Aerosmith – Eyesight to The Blind

Depois do showzão que o Aerosmith fez em São Paulo, nada mais justo que indicar “uma deles” pra essa segunda. “Uma deles” entre aspas porque essa, na verdade, é do Sonny Boy Williamson II e foi regravada por Tyler, Perry e companhia no disco Honkin’ on Bobo, de 2004. A música é Eyesight to The Blind e é um clássico do blues de raiz norte-americano. Pra ouvir com a espingarda de sal carregada do lado da cadeira de balanço.

(Luiz Filipe Tavares, repórter de Música)

 

Madonna Summer, o projeto de smash up de DJ Shy Boy

Quando o bootleg surgiu no começo desse milênio, ele parecia ser uma resposta avançada da música eletrônica para o ambiente pop, mas o virtuosismo que o djs acabaram caindo transformou a atitude em algo tediodo, algo que temos um parelelo no chamado rock progressivo.
Com raras exceções, a junção de duas músicas nos revelam o que elas tem em comum ou como dialogam, mas aqui Shy Boy nos faz entender o cruzamento do Studio 54 que as duas musas – Madonna e Donna Summer – passaram.

(Vitor Angelo, editor de Famosos)

 

Dizzee Rascal – Tongue n’ Cheeks Dirtee Deluxe Edition

Geralmente tenho bode dessas deluxe edition pois o artista em vez de lançar logo um novo trabalho lança 4 ou 5 músicas inéditas, muita encheção de  linguiça e bota o mesmo álbum à venda. Mas no caso de Dizzee Rascal, por causa de uma só faixa já valeria gastar uma grana novamente com o mesmo disco. Um dos raros artistas a passar do underground pro mainstream com muita dignidade, o rapper britânico simplesmente lançou a melhor música pra pista deste ano, Dirtee Disco. O CD extra também tem outras músicas ótimas, como Nuffin Long e o super remix dubstep para Bonkers. Alô, Planeta Terra, traz o moço pro Brasil esse ano, please?

(Flávia Durante, editora de Mídias Sociais)

 

DOOM – Police Bastard

O som de hoje é uma homenagem os fâs de verdade da Lady Gaga. No clipe de Telephone ela usa um “jaco” de couro cheio de arrebites, num visual punk. No meio desse monte de tachinhas prateadas, mais um elemento tipicamente crust-punk, os patches. Um deles é da banda japonesa GISM, o outro é da bitânica DOOM. Eles começaram bem na pegada do hardcore inglês dos anos 80, com uma pitadinha de crossover, mas depois descambaram para o metal. Ouça Police Bastard, single de 1989 que vendeu mais de 20.000 cópias. Que boa referência, Lady Gaga!

(Rafael Takano, repórter de News)

 

Clint Eastwood

Como bem sabemos, nesta segunda-feira é aniversário de Clint Eastwood, nosso cowboy solitário, pistoleiro impiedoso e cineasta sensível. O mestre completa 80 anos e com muito influência não só no cinema, mas também na cultura pop. Na música, serviu de inspiração para bandas como Gorillaz, Beastie Boys, Adam & the Ants e outros. Basta clicar no link acima para ver o especialzão que o Virgula preparou para homenagear o respeitável senhor Dirty Harry.

(Thyago Gadelha, repórter de Diversão)


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