Se a temperatura média do planeta subir 3º C, as condições climatológicas serão como as de três milhões de anos atrás, com flora e fauna completamente diferentes das que agora conhecemos, mas se o aumento for de 6º C, a humanidade sofrerá um colapso e desaparecerá em 30 ou 40 anos.

Esse foi o alerta feito hoje pelo economista americano Jeremy Rifkin, que já trabalhou como assessor do ex-presidente americano Bill Clinton e do ex-candidato à presidência dos Estados Unidos, Al Gore.

Por meio de videoconferência, Rifkin falou sobre o assunto nesta quarta-feira em um evento realizado em Madri, Espanha, sobre reciclagem energética.

O economista e escritor afirmou ainda que todas as previsões realizadas pelos cientistas em 2001 tornaram-se obsoletas, e que a mudança climática acontecerá de forma infinitamente mais rápida do que se pensava antes.

“Esperávamos o degelo do Ártico para o fim do século, e o desaparecimento da camada de gelo das montanhas para o próximo século, mas as duas coisas estão acontecendo agora”, disse.

Rifkin acrescentou ainda que as pessoas “continuam a não ter a consciência do que isso significa: o fim do mundo como o conhecemos”.

“Cada grau a mais na temperatura fará com que as chuvas sejam mais intensas e as secas mais prolongadas, e essas mudanças ocorrerão em apenas duas gerações, entre nós e nossos netos”, advertiu.

Para o economista, esses efeitos são o resultado de um modelo econômico que está baseado em combustíveis fósseis que estão se esgotando e encarecendo.

“Quando o barril de petróleo superou os US$ 147, a economia mundial entrou em crise, porque essa supervalorização foi repassada aos preços dos produtos. A inflação foi tão elevada que o motor econômico da globalização parou. Seis dias depois, a oferta de crédito caiu em consequência disso”, disse.

Ainda de acordo com Rifkin, chegou a hora de promover “a terceira revolução industrial”, por meio de um novo modelo econômico que será a “única solução para a crise e a mudança climática”

A nova fórmula, segundo o economista, consiste em utilizar energias renováveis e criar uma rede integrada para compartilhá-la como já fazemos com a informação na internet, algo que “para uma geração que cresceu com as redes sociais e a sociedade da informação, não será difícil”.

Rifkin explicou que o modelo não consiste em criar parques eólicos ou solares que depois tenham que distribuir essa energia, mas em construir edifícios capazes de captar a energia solar e a eólica, e de transformar seus resíduos em mais energia.

Com isso, garantiu, “pela primeira vez o grande beneficiado pode ser o Terceiro Mundo”, porque o “regime econômico e energético deixará de ser insustentável e elitista”, passando a ser “democrático”


int(1)

Temperatura global sobe "mais rápido que o previsto", alerta economista