Se você gosta de jornalismo, de música, de Internet ou das três coisas juntas, já ouviu falar de Lúcio Ribeiro (no Twitter, @lucioribeiro).

Conhecido como um dos maiores especialistas em música pop no País, o jornalista comanda o site Popload (clique aqui para acessá-lo) e escreve para a Folha de S.Paulo, além de ser colunista das revistas Capricho e Vogue Homem. Também é DJ residente do clube Vegas, em São Paulo, e toca em outras baladas roqueiras e eletrônicas Brasil afora.

Lúcio foi um dos primeiros blogueiros do Brasil a escrever sobre cultura e música pop/rock indie em um grande portal: o Folha Online, em meados do ano 2000, como parte da seção Pensata. Por conta disso, tornou-se referência e até celebridade no meio independente brasileiro: foi citado em letra de música (Eu Sou Mais Indie Que Você, do Bonde das Impostora) e criou um festival, o Popload Gig, que já teve duas edições e trouxe ao Brasil os hypados (e ótimos) ingleses do Friendly Fires.

Com tudo isso é claro que o tema principal das perguntas feitas pelo Virgula Música diz respeito ao rock e à cena indie atual. Entre as respostas, todas com uma bem-vinda dose de tiração de sarro, Lúcio faz uma afirmação que vai gerar polêmica entre seus (muitos) fãs e (poucos) detratores: ele não gosta de Them Crooked Vultures. Leia a seguir!

1 – O Radiohead já veio ao Brasil, assim como Stooges, The Strokes, Arctic Monkeys, Franz Ferdinand, Killers e muitos outros. Agora, o Gossip está chegando. Ainda há algum artista que causaria euforia entre os indies se viesse ao País? Quem?
Acho que três bandas ainda sonhadas, cada uma para sua “tribo” indie, são Wilco, Queens of the Stone Age e Kings of Leon. Esses três já vieram para o Brasil, na verdade. Mas só tocaram no Rio, em situações algo conturbadas. O Wilco em alta madrugada por causa de atraso na programação do TIM Festival. O QOTSA tocou no Rock in Rio de 2001, mas seus poucos fãs na época não conseguiram chegar nem perto, pois o lugar estava tomado por fãs do Iron Maiden. O Kings of Leon tocou quando todo mundo queria ver os Strokes. São bandas que muita gente quer em SP. Citaria, dos mais indies e inéditos, Of Montreal, Grizzly Bear, Girls e XX, como atuais “sonhos” 

2 – Existe alguma banda hypada, brasileira ou gringa, que você não gosta?
Várias. As brasileiras eu não falo, porque não sou de detonar ninguém e ia dar polêmica. Tem uma uma que todo mundo parece amar, mas não aguento ouvir uma só música inteira. Das gringas, um exemplo rápido é o Them Crooked Vultures, superbanda com caras fodões que não vejo a menor graça

3 – Qual será a “the next big thing” da música pop/rock atual?
Não tenho ideia, mas acho que quando vier vai ser da Califórnia, não do Brooklyn.

4 – Você é considerado um dos jornalistas mais antenados com a cena contemporânea de pop/rock/eletrônico. Você não gosta de nenhuma banda antiga? Seu mp3 player não toca nada de Black Sabbath, Led Zeppelin ou Deep Purple, por exemplo?
Adoro um milhão de bandas antigas. Ouvi essa semana o disco todo do Modern Lovers. E no meu IPhone tem o Bleach, do Nirvana, em versão remasterizada. Nirvana é banda antiga, não? O Bleach é anos 80!

5 – Indie, hoje em dia, é xingamento ou há quem assuma o rótulo com orgulho?
É só um rótulo. Dos mais engraçados, até. Quem não é indie não entende muito. Quem é, não gosta de ser chamado como tal. Acho q hoje em dia até “geek” tem mais moral que “indie”. Eu mesmo quando escrevo a palavra indie (muitas vezes) não sei direito quando estou falando sério ou sendo irônico. Mentira, sei sim. Ou não.

6 – Se você tivesse todo o dinheiro e tempo do mundo para fazer um festival no Brasil com 10 atrações, quais artistas escolheria?
Vixe… Bom, meu line up ideal mudaria a cada semana, porque sou muito instável com meu gosto imediato. Mas, supondo que sua pergunta seja sobre um festival com bandas internacionais, eu hoje dividiria em dois palcos. Palco 1: Pixies tocando Doolittle, Pavement, Sonic Youth tocando Daydream Nation, White Stripes reloaded e Queens of The Stone Age. Palco 2: Micachu, Girls, XX, Surfer Blood e Cold War Kids. Mas amanhã posso achar outra coisa.
 
7 – Vamos supor que todo jornalista musical seja mesmo um artista frustrado. Nesse caso, qual seria o nome, o estilo e os outros integrantes de sua banda? E qual seria o seu instrumento?
Eu na guitarra, Andre Barcinski no baixo, Alvaro Pereira Junior na bateria, Andre Forastieri nos teclados e Thales de Menezes no vocal. Paulo Cesar Martin é nosso empresário. Marcelo Orozco, o tour manager. Ivan Finotti, o roadie. O nome da banda seria The Neys. E o estilo, rock progressivo.


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Sete Perguntas: leia as respostas do jornalista, DJ e blogueiro Lúcio Ribeiro

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