Com o câmbio flutuante, o bailout, o foreclosure e os outros milhares de termos que essa crise financeira espalhou pelo mundo, para muita gente viajar ficou em segundo plano. Afinal, em tempos de incerteza (olha mais uma expressão em voga!) qualquer gasto excedente é motivo para perder os cabelos.


 


Mas não é que muita gente tem encontrado na internet uma forma econômica e diferente de viajar, em que não se paga nada pela hospedagem? É o Couch Surfing, a rede social dos “surfadores de sofá”.


 


O CS é hoje o maior sistema de hospedagem da web. Lançado no primeiro dia de 2004, atualmente tem mais de 1 milhão de membros espalhados por 232 países. Sua ideia vai muito além do simples fato de fornecer o sofá para um turista passar uma (s) noite (s).


 


“Você hospedar ou surfar na casa de outra pessoa significa fazer parte da vida e do dia a dia dela. É você pensar como um local e transferir o seu pensamento de local para um viajante. É você entender que seu universo não é único e nem o verdadeiro. É aprender a respeitar o ser humano como ele é”, fala bonito a publicitária Cintia Mazer, de 33 anos.


 


Cadastrada no site desde 2005, Cintia ajudou tanto na divulgação do CS durante esses anos que foi nomeada embaixadora global da página, responsável pela América do Sul e Central. Além de ter conhecido a Alemanha, Inglaterra, Holanda, Bélgica e vários Estados brasileiros via Couch Surfing, ela também já hospedou vários viajantes em seu apartamento, assim como sempre organiza encontros entre os usuários.


 


“Levar o couch surfer a museus, botecos e meetings são formas de boas-vindas, mas o diálogo entre pessoas é que é impagável”, explica.


 


4 SOFÁS EM TURNÊ ROCK ‘N’ ROLL


 


No ano passado, ao fazer uma turnê pelos Estados Unidos, a banda Diafanes também usou a rede social para economizar. Ao todo foram 25 Estados percorridos pelo grupo paulistano, que tem Lorena Hollander na guitarra e nos vocais, Ciro Visconti também na guitarra, Samuel Visconti nos teclados e no baixo mais o baterista Rafael Tortola.


 


E será que foi fácil achar quatro sofás disponíveis para uma pernoite? “Não podíamos ser muito críticos, é difícil achar pessoas que hospedem quatro de uma vez só”, comenta Lorena, que conta as situações inusitas que viveram.


 


“Olha, roubada teve”, ri. “Tivemos dois casos em que caímos em casas de estudantes e era um caos! Mas as pessoas eram muito legais”, pondera. “É muito diferente viajar surfando no sofá das pessoas. O intercâmbio que você faz, o número de pessoas que você conhece… É uma experiência incrível!”


 


Entenda como funciona o Couch Surfing


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Sem grana para viajar? Que tal fazer parte da rede social dos "surfadores de sofá"?

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