A tarifa de energia elétrica no país poderia ser dois pontos percentuais inferior se não houvesse erro no cálculo. De acordo com diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, o percentual pode variar de acordo com as concessionárias e o crescimento do mercado.

Nesse caso, reajustes tarifários elevados como o autorizados pela própria agência em São Paulo (Eletropaulo, 8,63%, e CPFL, 20,19%, ambos correções para as tarifas residenciais em 2009) poderiam, na avaliação do diretor-geral da Aneel, ser dois pontos percentuais inferiores.

O problema existe há sete anos e a cobrança indevida pode chegar a R$ 7 bilhões no período. A Aneel não endossa o cálculo, mas também não diz qual é a cifra exata que o consumidor pagou desde então.

A agência informa ainda que todo esse dinheiro é embolsado pelas 63 distribuidoras de energia que cobrem o país. Mesmo ao considerar o ato das distribuidoras “eticamente discutível”, a Aneel afirma que não possui hoje nenhum mecanismo capaz de interromper a falha nos reajustes, tampouco exigir a devolução do dinheiro.

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) não quis comentar o assunto.


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Sem erro no cálculo, preço da energia elétrica poderia ser 2% mais barato

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