O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), reafirmou há pouco que não renunciará por conta da pressão de partidos e senadores de vários partidos. No discurso que faz em plenário, o parlamentar disse que “nenhum senador é maior que o outro” e, por isso, não podem pedir a ele que renuncie.

Sarney também comentou as representações e denúncias apresentadas ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado. Segundo ele, há decisões judiciais que proíbem a abertura de processos no conselho com base em denúncias publicadas pela imprensa. “O Conselho de Ética é um conselho julgador. Há diversas decisões judiciais que não permitem a abertura de processo por causa de notícia de jornal”.

O presidente disse ainda que não foi responsável por todos os atos secretos descobertos pela administração da Casa, como vem sendo noticiado pela imprensa.

Sarney apresentou os números de atos secretos nos últimos 14 anos. Na primeira vez que administrou a Casa, em 1995, Sarney ele disse que foi um. Na gestão de Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), já falecido, foram 11. Na administração de Jader Barbalho (PMDB-PA), um boletim. Na de Edison Lobão (PFL-MA), não foi publicado nenhum ato secreto.

Na segunda administração de Barbalho, foram três boletins administrativos secretos. Na segunda presidência de Sarney, foram 33 atos secretos. Nas duas gestões de Calheiros, foram 229 atos secretos. Nos dois meses em que Tião Viana (PT-AC) presidiu a Casa foram editados nove atos secretos. Durante a presidência de Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), foram 106 atos secretos.

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Sarney reafirma que não vai renunciar à presidência do Senado

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