O Governo dos Estados Unidos defendeu suas medidas econômicas, e assegurou que a recuperação começará antes do prazo de um ano, enquanto o Departamento do Tesouro se prepara para anunciar nesta segunda (23) seu plano contra os ativos tóxicos dos bancos.

“As expectativas do Executivo, como as dos analistas no setor privado, são de que chegaremos ao fundo do poço este ano e até o fim de 2009 teremos começado a crescer de novo”, declarou a presidente do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca, Christina Romer, à “CNN”.

“Veremos todos os sinais de que a economia começa a subir”, acrescentou Romer, em outra entrevista à “Fox News”.

O presidente americano, Barack Obama, deve dedicar esta semana sua atenção à economia, e promover a aprovação de sua proposta orçamentária, avaliada em US$ 3,6 trilhões, além de apresentar o plano do Governo para reduzir o problema dos ativos tóxicos bancários.

Em declarações ao programa “Face the Nation”, da “CBS”, o assessor econômico da Casa Blanca, Austan Goolsbee, confirmou que a apresentação deste projeto acontecerá na segunda.

Diminuir esses ativos tóxicos, avaliados em cerca de US$ 1 trilhão, é considerado fundamental para a recuperação do sistema financeiro, já que atualmente eles atrapalham os balanços dos bancos e impedem que as entidades financeiras concedam créditos normalmente.

O plano, segundo os dados já antecipados pelos assessores econômicos, contará com três eixos. Um deles é o recrutamento de capital privado para adquirir ativos respaldados por títulos imobiliários, uma iniciativa que já tinha sido antecipada pelo secretário do Tesouro, Timothy Geithner.

Romer justificou esta medida com o argumento de que, com a participação privada, o dinheiro procedente dos fundos públicos poderá se estender muito mais.

A iniciativa que será apresentada por Geithner amanhã inclui a criação de uma agência pública que contaria com o respaldo da Corporação Federal Seguradora de Depósitos, e que teria como missão a compra e a manutenção desses valores.

Além disso, o Departamento do Tesouro expandirá um mecanismo do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) conhecido como TALF, para que inclua os ativos tóxicos mais antigos.

Geithner também poderia revelar na quinta-feira, em um comparecimento ao Congresso, propostas sobre uma reforma do sistema regulador financeiro para impedir que se repitam casos como o das gratificações aos executivos da seguradora AIG no valor de US$ 218 milhões, apesar de a empresa ter precisado recorrer a uma injeção de US$ 180 bilhões em fundos públicos.

Obama quer que estes projetos sejam apresentados antes de sua viagem, no próximo dia 31, a Londres para participar da Cúpula do Grupo dos Vinte (G20, os países ricos e os principais emergentes) sobre a crise econômica global.

O presidente também pretende se concentrar na aprovação de sua proposta orçamentária, apesar de na sexta-feira ter recebido um duro golpe quando o Escritório de Orçamentos do Congresso, o braço auditor do Capitólio, indicar que essa medida, como está, aumentaria o déficit fiscal a US$ 1,84 trilhão, em vez dos US$ 1,2 trilhão calculados em janeiro.

O saldo negativo acumulado ao longo da próxima década superaria os US$ 9 trilhões, segundo esses cálculos.

Isto gerou preocupação não só entre a oposição republicana, mas inclusive entre alguns legisladores democratas moderados.

O senador republicano Judd Gregg, indicado por Obama para assumir a Secretaria de Comércio, mas que renunciou à nomeação por divergências sobre política econômica, declarou hoje que o déficit que geraria o orçamento da Casa Branca seria “descomunal” e “insustentável”.

“Se mantivermos as propostas desse projeto orçamentário ao longo dos dez anos que cobre, o país entrará em falência. O povo não vai querer comprar nossa dívida do Estado. Nosso dólar se desvalorizará”, sustentou Gregg, em entrevista à “CNN”.

Obama deve defender suas propostas em entrevista coletiva transmitida por rádio e TV nos EUA na próxima terça-feira, em horário nobre.

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Recuperação econômica começará em até 1 ano, dizem EUA

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