O arroz e o feijão, que já vinham em ritmo de queda de preços, tiveram variação média de -4,29% ante -3,51%, nos últimos sete dias, no comércio varejista das principais capitais do país, segundo pesquisa sobre o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), feita pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Essa redução ajudou a diminuir o ritmo de alta do IPC-S, que passou de 0,71% para 0,70%, na apuração encerrada na quarta-feira (15/04).

O levantamento mostra que o aumento de preços das frutas desacelerou. Esses itens tiveram elevação de 7,07%, percentual que ficou abaixo da variação anterior (7,96%). O mesmo movimento ocorreu em relação aos adoçantes, com alta de 7,25%, ante 8,03%, e aves e ovos, com taxa de 0,61%, ante 1,35%. O grupo alimentação apresentou variação de 1,59%, ante 1,65%.

O grupo transporte também colaborou para o recuo de 0,01 ponto percentual do IPC-S, registrando taxa  -0,12%, queda mais acentuada do que a anterior (-0,03). Outro grupo em deflação foi educação, que reverteu o aumento de 0,06%, passando para -0,12%.

Em habitação, a taxa passou de 0,37% para 0,34%. De acordo com análise técnica do Ibre/FGV, esse resultado reflete a redução das taxas referentes a empregadas domésticas (de 3,05% para 2%).

Em movimento oposto, houve alta nos grupos: saúde e cuidados pessoais (de 0,69% para 0,76%), pressionado pelo aumento dos medicamentos (de 0,41% para 0,77%); vestuário (de 0,33% para 0,39%) e despesas diversas (de 0,76% para 1,37%), sob o efeito dos preços do cigarro, que ficou 3,52% mais caro, ante 1,21%.


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Queda dos preços do arroz e do feijão reduz pressão inflacionária

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