A promotoria da Áustria pediu nesta quinta-feira (19/03) que Josef Fritzl, acusado de ter enclausurado e estuprado sistematicamente a filha em um porão durante 24 anos, seja condenado à prisão perpétua. A decisão dos promotores ocorreu na última sessão do julgamento, antes do veredicto do júri, que deve ser anunciado ainda nesta manhã (no horário de Brasília).

Segundo a promotora Christiane Burkheiser a solicitação da sentença está baseada na acusação de assassinato por omissão de socorro. Um dos sete filhos nascidos da relação incestuosa de Fritzl com a filha Elisabeth no porão de sua casa morreu em 1996 com dois dias de vida.

A promotora considerou que não há dúvida sobre a culpabilidade do acusado em todas as acusações. Aos 73 anos, Fritzl é acusado de assassinato, estupro, escravidão, coação, incesto e privação de liberdade.

O próprio acusado, que queimou o corpo do bebê em sua casa, se declarou na culpado de todas as acusações, incluindo a de assassinato, o que pode facilitar a tarefa do tribunal de sentenciá-lo à prisão perpétua.

Fritzl disse ao tribunal que já não pode “fazer nada para regulá-lo, apenas diminuir os danos”. Ele também lamentou “do fundo do coração” os crimes que cometeu.

Veredicto

Os três juízes que conduzem o caso formularão aos oito membros do júri um questionário sobre cada um dos seis delitos de que Fritzl é acusado. Depois, o júri vai se retirar para deliberar e, no início da tarde, deve emitir o veredicto. Em seguida, junto aos juízes, o júri deve anunciar a condenação de Fritzl, que pode variar entre um ano de reclusão e prisão perpétua.

A sentença é esperada para as 13h desta quinta na Áustria (9h de Brasília).


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Promotoria pede prisão perpétua para Fritzl

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