Acabou em mais de 80 prisões mais uma tentativa de realizar passeata gay em Moscou, na Rússia. Na capital, o prefeito Yuri Luzhkov é contra a Parada e sempre proibiu que a manifestação acontecesse. O político homofóbico acusa gays de serem forças do diabo e que homossexualidade é uma arma de destruição em massa.

A maioria das prisões aconteceu perto do mirante situado junto à Universidade Estatal de Moscou, um dos sete arranha-céus stalinistas da capital, disse um funcionário policial citado pela agência russa “Interfax”. Peter Tatchell, um conhecido ativista britânico defensor dos direitos humanos e dos homossexuais, está entre os detidos, confirmou o Ministério de Exteriores do Reino Unido.

“Podemos confirmar que Peter Tatchell foi detido em Moscou enquanto participava de uma concentração pelo orgulho gay”, disse uma porta-voz do Ministério de Exteriores britânico.

“Estamos em contato com ele e vamos pedir acesso consular (para o detido)”, acrescentou a porta-voz. Além dele, estão dois dos organizadores da marcha, Nikolai Alexeyev e Nikolai Bayev. Uma porta-voz de Alexeyev denunciou previamente que, logo após chegarem ao mirante, 20 representantes destes grupos foram detidos pela Polícia e agentes antidistúrbios sem nenhuma explicação.

Antes, para despistar a polícia russa os organizadores da marcha tinham informado que a manifestação seria realizada em outro lugar da cidade, na praça Puhskin, onde se reuniram cerca de 200 pessoas, a maioria delas jornalistas russos e estrangeiros, mas não representantes dos grupos homossexuais.


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Polícia de Moscou proíbe gays de fazerem passeata e põe mais de 80 na cadeia

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