Em um futuro não muito distante, as visitas aos museus de arte poderão ser bem diferentes das que conhecemos atualmente, já que, em vez de percorrer salas e observar quadros, o visitante poderá admirar em seu telefone celular ou computador obras pintadas com os dedos sobre uma touchscreen.

O Brushes, aplicativo para iPhone que permite que o usuário “pinte” com os dedos sobre a tela do telefone ou do iPod Touch, se tornou uma ferramenta popular entre artistas, profissionais ou não, interessados em experimentar novas tecnologias.

Artistas como David Hockney, estão usando o Brushes. O pintor canadense Matthew Watkins inaugurou recentemente em Bari (Itália) uma exposição de obras realizadas unicamente na tela de seu iPhone.

Com mais de 100 mil downloads desde que foi disponibilizado, em agosto de 2008, o Brushes se transformou em uma das aplicações mais populares do iPhone, e suas vendas dispararam depois que a revista “The New Yorker” publicou em sua capa, em junho, uma obra do artista português Jorge Colombo feita com o aplicativo.

“É acessível a qualquer um”, disse Steve Sprang, criador do Brushes, ao jornal The Washington Post.

O Brushes permite que o usuário pinte sem se sujar “e, além disso, está sempre contigo”, acrescentou Sprang, que recebe da Appple 70% dos US$ 4,95 que custa o programa.

No Flickr, um dos sites para postar fotos mais populares da internet, foi criada uma “galeria do Brushes”, na qual já estão expostas mais de 10 mil obras de diferentes artistas, todas elas pintadas com os dedos sobre a tela do iPhone.

Algumas se aproximam ao hiperrealismo, como as imagens do americano Henry Maddocks. Outras têm um estilo mais surrealista, como as de Watkins.

Patrício Villarroel, músico e artista chileno que vive em Paris, é o membro mais ativo da galeria do Flickr e tem mais de mil obras publicadas.

“Pintar com os dedos é muito divertido. Nos faz voltar à infância”, disse Villarroel à Agência Efe, que faz pinturas digitais desde 1996 com o programa Corel Painter-x, mas que há um ano se tornou fã do iPhone.

O aplicativo “te dá muita facilidade de emprego, em qualquer lugar e de qualquer maneira”, disse.

O Brushes é o aplicativo que mais utiliza, mas Villarroel pinta também com outros programas similares para o iPhone como o Non Photorealistic Painter (NPtR) e o Artist’s Touch.

Com mais de 100 mil aplicativos já disponíveis, a Apple descobriu a galinha dos ovos de ouro nestes programas para iPhone e iPod Touch, desenvolvidos em sua maioria por programadores de fora da companhia e que podem se baixados pelo iTunes.

Muitos podem ser adquiridos gratuitamente e o preço da maioria não passa de US$ 5,00. Entre os programas mais populares destacam-se vários jogos e um leitor para códigos de barras que nos avisa se o produto que temos nas mãos pode ser encontrado a um valor mais baixo na internet.

Uma das novidades é o Cry Translator, um aplicativo criado pela empresa catalã Biloop Technologic que, segundo seus criadores, permite “traduzir” o choro dos bebês para saber seu motivo.

Este sonho de todos os pais pode ser baixado por US$ 9,99 até hoje – a partir de amanhã passará a custar US$ 29,99 – e em somente dez segundos promete decifrar se o bebê chora por fome, sono, dor ou simplesmente porque está aborrecimento.


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Novos artistas pintam na tela do iPhone

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