O mundo da música clássica na Itália começou uma greve em resposta a um decreto assinado na sexta-feira (30) pelo presidente Giorgio Napolitano, que afeta as óperas e concertos mais importantes previstos para as próximas semanas no país.

O decreto prevê a reforma das quatorze fundações líricas às quais o Estado destinava 240 milhões de euros (aproximadamente R$ 552 milhões) por ano.

Os funcionários das instituições criticam artigos do decreto que mudam os critérios de atribuição dos subsídios estatais às artes cênicas, que podem representar uma perda salarial de 10 a 20%.

O texto estabelece novos critérios para a “racionalização da organização e o funcionamento (das fundações) sobre a base dos princípios de eficiência, gestão correta e espírito empresarial” e será transformado em lei em 60 dias.

Foram canceladas as óperas “Donna senz’ombra”, em Florença, e o “Barbeiro de Sevilla” em Turim, que aconteceriam neste domingo (2).

Na segunda-feira (3), não acontecerá o concerto de Santa Cecilia, em Roma. Na quinta (6), o concerto sinfônico em Gênova também foi cancelado, assim como a ópera “Carmen”, no dia 11 de maio, em Bolonha, e “L’Oro del Reno” previsto para 13 de maio em Milão, destacam as páginas dos teatros na internet.

No dia 17 de maio, segunda-feira, acontecerão manifestações das quatorze fundações em toda a Itália para protestar contra o decreto.


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Música clássica italiana entra em greve

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