Depois dos ataques de segunda-feira ao metrô de Moscou, que deixaram quase 40 mortos, investigadores temem novos atentados já que as duas mulheres apontadas como responsáveis pelos ataques suicidas fazem parte de um grupo de cerca de 30 mártires, conhecidas como viúvas negras, das quais 19 ainda estariam vivas.

As terroristas levam esse nome pois muitas são viúvas de soldados islâmicos das antigas repúblicas soviéticas que entraram em conflito com a Rússia. Serviços de inteligência já contabilizaram 11 atentados ligados a elas, o que deixa 19 potenciais terroristas ainda livres e prontas para novas ações. O último ataque ao metrô aconteceu em fevereiro de 2004, quando 41 pessoas morreram e 250 ficaram feridas.

De acordo com o jornal Telegraph, o duplo atentado desta semana em Moscou teria sido um ato de vingança contra a morte de Alexander Tijomirov, também conhecido como Said Buryatsky, morto no início do mês na região separatista da Chechência por forças russas de segurança. Ele seria o responsável por recrutar e treinar as mulheres.


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Moscou teme novos ataques das viúvas negras