ShakiraShe Wolf

Muita coisa aconteceu desde que a colombiana Shakira estreou na cena musical, em 1996, com Pies Descalços.
Ainda tímida, mas já arriscando a mistura entre pop e ritmos latinos
que a consagraria em um mercado musical saturado de novos talentos pop,
Shakira mostrou desde cedo que vinha para ascender na primeira
oportunidade que aparecesse.

Quatro anos depois do lançamento do bem sucedido Oral Fixation Vol.2,
a cantora retorna com She Wolf, que chega às lojas pela Sony Music. As
doze faixas do álbum não vão desagradar os fãs que esperam por muito
pop dançante e melodias sensuais, mas pode decepcionar àqueles que
esperavam que a cantora fosse além do pop genérico para buscar ritmos
latinos diferenciados e que trouxessem estilos mais complexos.

E
foi a própria Shakira que justificou as expectativas em relação a She
Wolf, já que declarou diversas vezes que o álbum seria diferente de
tudo que já havia feito, com muitas batidas eletrônicas, percussão e a
influência direta de ritmos da Colômbia, da África e da Índia,
garimpados em parceria com o produtor Pharrel Williams.

Entretanto,
infelizmente, She Wolf não cumpriu estas expectativas, porque em suas
doze faixas não se vê nenhuma das influências citadas acima, embora de
fato o álbum seja mais dançante e com mais batidas do que os anteriores
da cantora. Mas toda essa variedade étnica fica apenas na tentativa,
com Shakira arriscando em alguns ritmos ciganos, por exemplo. Mas é
muito pouco para uma artista pop com o calibre da cantora colombiana,
que já provou saber fazer pop latino de qualidade.

Mesmo não trazendo as inovações prometidas, o álbum traz algumas faixas irresistíveis, como She Wolf, Dit It Again, Long Time, a afiada Why Wait (que, pode ter certeza, vai grudar na sua cabeça por um bom tempo) e Men In This Town.
No pop dançante, Shakira continua rainha. Agora é esperar para que na
próxima tentativa a cantora também consiga incorporar outros estilos
musicais ao seu estilo, ambição que parece tão importante para a
colombiana. (Stefanie Gaspar)

Backstreet BoysThis Is Us

Infelizmente o tempo passa para todos. Nick Carter, Howie Dorough, A.J.McLean e Brian Littrell não são mais os meninos que tornaram-se o maior sucesso comercial de um grupo vocal em todos os tempos, tendo vendido mais de 100 milhões de discos ao redor do mundo. Mas o envelhecimento natural dos quatro remanescentes da formação não tirou seu potencial para hits massivos e nem diminuiu seu impacto sobre as fãs histéricas que continuarão amando os Backstreet Boys.

Onze músicas integram este This is Us, que se não tem o mesmo apelo comercial pela mudança dos tempos e do foco da indústria musical, pelo menos vai balançar o coração de quem já era fã dos quatro e não mudou drasticamente seu gosto musical ao deixar a adolescência.

Destaque para as faixas Bigger, Straight Through My Heart, Undone e Shattered. A mais “diferenciada” faixa do novo disco dos rapazers é mesmo Helpless, gravada em parceria com o rapper Pitbull, que teve um bom momento de sucesso nos EUA com suas faixas I Know You Want Me (segundo lugar no Hot 100 da Billboard) e Hotel Room Service (número oito da mesma lista).

Com This is Us, os Backstreet Boys não deram um grande salto evolutivo ou arriscaram mexer com a fórmula que os consagrou. O título do álbum já passou o recado por si só, com o grupo avisando aos fãs que eles continuam em pé. Com o inevitável revival dos anos 90 batendo à nossa porta, o quarteto tem uma forte chance de voltar ao topo das paradas.  (Luiz Filipe Tavares)


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Lançamentos de CDs: Shakira e Backstreet Boys

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