O diretor clínico do Instituto Nacional sobre o Abuso de Drogas dos Estados Unidos (NIDA, em inglês), Ivan Montoya, afirmou hoje que as vacinas contra a dependência de nicotina e de cocaína demorarão pelo menos mais três anos para ficarem prontas.

Em entrevista coletiva concedida durante um evento sobre dependências de diversas substâncias, Montoya explicou que o desenvolvimento de uma vacina contra a dependência de nicotina é uma das prioridades do NIDA.

O pesquisador disse que estar “aguardando os resultados de um segundo estudo para a aprovação definitiva” de tal vacina. No primeiro teste, do qual participaram mais de 300 pacientes, o medicamento “demonstrou sua eficácia”, disse Montoya.

O cientista explicou que a vacina “captura a nicotina na corrente sanguínea para que não chegue ao cérebro”, tendo assim a dupla finalidade de “prevenir e curar”.

O mesmo mecanismo se aplicaria à vacina contra a dependência de cocaína, ou seja, serviria para atenuar os casos de overdose e para prevenir que os efeitos desta substância cheguem ao cérebro.

O estudo de novos medicamentos contra a dependência de cocaína é prioritário para o NIDA, segundo Montoya, assim como o tratamento da dependência de metanfetamina, substância cujo consumo se estendeu por vários países da América Latina.

Montoya explicou que entre as linhas de investigação do instituto americano também está o desenvolvimento de remédios contra a dependência de heroína e de maconha.


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Instituto pesquisa vacinas contra dependência de nicotina e de cocaína

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