O recordista mundial de maratona, o etíope Haile Gebrselassie, ganhou pela quarta vez consecutiva a maratona de Berlim, mas sem conseguir seu propósito de melhorar seu próprio recorde, ao correr a distância em um tempo extra-oficial de 2h06min08.

Gebreselassie esteve mais de um minuto acima de seu recorde, que impôs há um ano também na capital alemã com 2h03min59.

Durante boa parte da corrida parecia que Gebrselassie podia ter êxito com seu propósito declarado de melhorar pela terceira vez seu próprio recorde mundial. O grupo de ponta, formado por Gebrselassie, o queniano Duncan Kibet e seis lebres, começou marcando um ritmo que apontava para isso.

Enquanto durou o duelo anunciado de Kibet com Gebrselassie – quando o queniano não pôde seguir mais o ritmo – tudo apontava para o mesmo tempo claramente inferior a 2h04min e inclusive nos dez quilômetros seguintes Gebrselassie seguiu com passo de recorde do mundo.

Mas já na marca do quilômetro 35 ficou claro que o ritmo tinha descido consideravelmente. A essa altura, o cronômetro marcava 1h42min37, o que já não era ritmo do recorde do mundo.

Gebrselassie tentou acelerar nos seguintes dois quilômetros, mas em seu rosto se via que já não tinha como se recuperar da primeira metade da corrida.

Kibet tinha pago inclusive um preço mais alto pelo ritmo inicial e tinha sido ultrapassado por seu compatriota Francis Kiprop e pelo etíope Negari Terfa.

Kiprop chegou em segundo com 2h07min03. Nos últimos quilômetros inclusive conseguiu baixar a distância que o separava de Gebrselassie, mas a vantagem era grande demais para que se pudesse pensar em que houvesse um duelo nos últimos metros. Terfa chegou em terceiro com 2h07min41.


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Gebrselassie vence de novo em Berlim, mas não melhora recorde mundial