A dupla Rick & Renner está comemorando 22 anos de carreira em neste ano com um baita presente para seus fãs. A coletânea Tudo de Bom chegou às lojas recentemente via Warner Music em duas versões: CD duplo com 28 músicas ou em dois discos, com 14 faixas cada.

Além dos maiores sucessos da dupla, como Muleca, Filha, Cara de Pau, Poucas e Boas, Ela é Demais e Nóis Tropica Mas Não Cai, os discos ainda trazem as inéditas Tua Palavra, Pra Sempre Te Adorar e uma regravação de um de seus hits, Preciso Dizer Que Te Amo.

O Virgula Música conversou com a dupla do Centro-Oeste a respeito de seu novo lançamento e os projetos futuros, alguns deles paralelos à carreira na música sertaneja, que seguem com sucesso desde 1987: Renner, por exemplo, anunciou sua candidatura a deputado federal por Goiás nas eleições do ano que vem.

Virgula – Como foi a recepção dos fãs com o lançamento da coletânea? Os trabalhos estão indo bem?
Rick – Muito bem! O disco foi lançado há uns vinte dias e, até agora, o resultado tem sido muito bom. Foi a primeira vez que tivemos a chance de fazer uma coletânea com as músicas que queríamos. Fizemos tudo para atender ao gosto dos fãs. Podemos dizer que é uma coletânea ao gosto de Rick & Renner.

Virgula – Eu sei que essa é uma pergunta difícil, mas vocês têm alguma música favorita entre todos esses sucessos?
Rick – Olha, com certeza a gente gosta de tudo que faz. Mas, para mim, uma das mais bonitas do disco é Mil Vezes Cantarei. Adoro essa música. Desde sempre é uma das que mais curto cantar, sem dúvida.
Renner – É mesmo muito difícil escolher. Concordo com o Rick na Mil Vezes Cantarei, mas também tem Seguir em Frente, Poucas e Boas… Enfim, são discos muito bons e escolhemos a dedo as canções para essa coletânea.

Virgula – Rolou dificuldade para fechar o repertório? Teve alguma música que vocês queriam muito que entrasse, mas acabou ficando fora por questões de espaço?
Rick – A gravadora apenas lançou o disco. Nós fomos para o estúdio para produzir a remasterização e deixar todas as canções niveladas. Não estávamos interessados em fazer releituras das músicas, por isso houve um bom tempo de remasterização.
Renner – Se ficou faltando alguma, não foi por mal. Acho que estão todas aí… Se fosse para colocar mais alguma, seria Escolta de Vagalumes, que também é muito bonita. Ela acabou ficando de fora, mas, no mais, está tudo certo…

Virgula – E as músicas novas? Vocês ficaram satisfeitos com o resultado e a recepção do público?
Renner – Ainda está muito recente, né? Vamos ver como isso vai ficar mais para frente…

Virgula – Estamos aqui falando de uma coletânea dupla, com 28 músicas nos dois CDs. Mesmo com essa crise toda na indústria fonográfica, vocês acham que ainda há espaço para um disco como esses no mercado de hoje?
Rick – Olha, acredito que não podemos nos render completamente às novas regras. Da mesma forma que o mercado muda, tem gente que ainda gosta deste formato, digamos, mais conservador. Não podemos nos esquecer das pessoas que consomem o CD dessa forma, seja o disco duplo ou a opção de ter os dois álbuns. Nossa parte foi mesmo a escolha de repertório. O formato ficou por conta da gravadora.

Virgula – Rick, você agora está bastante envolvido com produção também, certo?
Rick – Com certeza! Eu produzi os últimos seis discos da nossa dupla e também tenho trabalhado com outros artistas, como Gino & Geno e Daniel. Gosto muito. É uma coisa que está sempre muito ligada à profissão de músico. Me ensinou a viajar por outro caminho. A produção te ensina a ir se adequando às circunstâncias e é uma questão primordial.

Virgula – Já tem planos de voltar a produzir? E fora da música sertaneja, tem vontade de trabalhar com outros estilos?
Rick – O meu próximo projeto será o disco novo do Gino & Geno. Nós queremos comemorar com um DVD os 40 anos de carreira da dupla, que deve sair em 2010 pela Som Livre, provavelmente no começo do ano. Sempre disse estar aberto a tudo que a música me permitir e sou um cara que escuta de tudo. Não sou bitolado em sertanejo. Sou muito fã de tudo o que é bom. Hoje em dia, não se pode ter padrão, com a música ficando cada vez mais universal. Eu aceitaria com carinho produzir alguém de fora do sertanejo. Acho que seria um ótimo desafio.

Virgula – E com a dupla? O que o futuro reserva para Rick & Renner?
Rick – Bom, temos um novo DVD, que queremos gravar no mês de abril em Brasília. Estamos tentando agendar umas datas para o aniversário da cidade. Será o terceiro DVD da carreira. Lá é a nossa cidade. O Renner é de lá e vivi lá desde criança. A ideia é fazer uma homenagem.
Renner – Seria mesmo incrível, afinal, minha família e meus amigos estão todos lá. No ano que vem, eu também vou me candidatar a deputado federal por Goiás. Assim poderei fazer algo pela política da cidade. Brasília tem muito a ver comigo, seja pelo rock que toquei quando mais novo ou pelo sertanejo que faço agora.
Rick –
Hoje, Brasília está mais para capital do sertanejo do que para capital do rock. As rádios grandes da cidade são todas do gênero. Há  muitas duplas na noite da cidade, especialmente nos grandes bares. A cidade não perde em nada no sertanejo para outras capitais do Brasil.


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De coletânea nova, Rick e Renner falam sobre planos na música e política

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