China conseguiu em quatro anos reduzir 9% das emissões de dióxido de enxofre (SO2), principal causador de chuva ácida, mas o fenômeno segue afetando o país com os mesmos níveis de antes devido à novos poluentes na sua atmosfera, segundo um estudo publicado hoje.

O estudo indica que China diminuiu as emissões de dióxido de enxofre a 23,21 milhões de toneladas em 2008, mas sem a redução da chuva ácida, que afeta à maior parte de as zonas habitadas do país.

Isso, segundo os pesquisadores, se deve a um aumento nesse mesmo período de 40% nas emissões de dióxido de nitrogênio (NO2) procedentes, da mesma forma que o SO2, das centrais de energia térmica (obtida do carvão, principal fonte de energia na China).

Com a redução de SO2 a China estaria cumprindo com os alvos de redução de emissões que se tinha fixado no plano qüinqüenal 2006-2010, mas aumentando a poluição com partículas que não estavam incluídas nos planos de melhora meio ambiental.

Yang Jintian, especialista do Ministério de Proteção Meio Ambiental chinês citado pela revista “Caijing”, que publicou o estudo, reconheceu que este processo “anulou parcialmente os efeitos positivos da redução de emissões de dióxido de enxofre” e pediu novas regras para eliminar os poluentes não controlados.

A informação se publica no mesmo dia que o Legislativo chinês aprovou uma nova lei para regular a luta do país asiático contra a mudança climática, com vistas a melhorar os controles de poluição no país que emite mais dióxido de carbono (principal causadora do efeito estufa) no planeta.


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Chuva ácida na China não diminui apesar de redução de emissões de SO2

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