O governo peruano anunciou hoje (15) que pedirá ao Congresso Nacional a anulação dos dois decretos mais polêmicos da Lei Florestal e de Fauna Silvestre. O projeto de lei causou violentos protestos desde dia 5 de junho, que deixaram 34 mortos em Bagua, no norte do país. Segundo indígenas e ambientalistas, a proposta provocaria grande devastação na Amazônia peruana.

O primeiro-ministro do Peru, Yehude Simon, que viajou hoje para Junín, no centro do país, para uma negociação com povos indígenas, disse que seu governo pedirá amanhã ao Congresso a anulação definitiva dos decretos legislativos número 1090 e 1064, segundo a agência oficial Andina.

Os decretos regulam o uso e a exploração dos recursos hídricos e naturais da floresta, incluindo gás natural, petróleo e madeira. Grupos indígenas pedem sua anulação por alegarem que seu conteúdo prejudicaria o meio ambiente e seria prejudicial aos seus territórios.

Além disso, Simon anunciou que amanhã declarará estado de emergência em Bagua, outra das principais reivindicações dos indígenas para retomar as negociações.

Na quarta-feira passada, o Congresso suspendeu esses dois polêmicos decretos, mas os movimentos indígenas não consideraram suficiente e exigiam sua anulação definitiva.


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Após violentos protestos, Peru vai suspender decreto que causaria devastação na Amazônia

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