Um tribunal de apelação de Gênova declarou culpados os 44 médicos e agentes das forças de segurança acusados de maltratar detidos durante a cúpula do G8 realizada nessa cidade do noroeste da Itália em julho de 2001.

A sentença altera a emitida em primeira instância em julho de 2008, quando 30 dos acusados foram absolvidos, enquanto outros 15, todos membros das forças de segurança, foram condenados a penas de até cinco anos de prisão, informou hoje a imprensa italiana.

Desde a divulgação da primeira sentença, um dos acusados morreu.

Segundo o tribunal de apelação, que ontem emitiu a nova resolução, após 11 horas de deliberações, todos os acusados, de uma ou outra maneira, foram responsáveis pelos abusos.

No entanto, para 37 dos condenados, os delitos prescreveram. Por conta disso, a Justiça mandou que estes indenizem economicamente as vítimas.

Para os outros acusados, foram impostas penas de um ano a três anos e dois meses de prisão.

Após ouvirem a sentença, os promotores encarregados do caso, Patrizia Petruzziello e Vittorio Ranieri Miniati, se declararam “satisfeitos”, enquanto Andrea Ranieri destacou que “finalmente a jusitça foi feita”.


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Justiça italiana condena 44 por abusos contra manifestantes em cúpula do G8

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