A justiça chinesa executou nesta terça-feira (6) um japonês por tráfico de drogas, a primeira pena de morte aplicada a um cidadão do Japão na China desde que os dois países normalizaram os laços diplomáticos em 1972.

Segundo um comunicado publicado pela Corte Suprema e distribuído pela agência de notícias Xinhua, Mitsunobu Akano foi morto na província nordeste de Liaoning, depois de ter se despedido de sua família na segunda-feira (5) no centro de detenção de Dalian.

Akano, de 65 anos, foi condenado à morte em junho de 2008, após ser detido no ano de 2006 com 2,5 quilos de drogas que pretendia levar para o Japão a partir do aeroporto de Dalian.

O cidadão japonês apelou sem sucesso à condenação e no ano passado a Corte Suprema ratificou a pena máxima. Em 29 de março, Pequim comunicou Tóquio sobre a execução.

A nota ressalta que o tribunal tinha provas claras e irrefutáveis do tráfico de drogas, por isso que a pena de morte foi ditada e cumprida segundo a legislação chinesa.

Há três meses, o britânico de origem paquistanesa Akmal Shaikh, de 53 anos e com supostos problemas mentais, foi condenado à morte por entrar na China com 4 quilos de heroína, o que gerou duras críticas por parte do Executivo britânico e de grupos de direitos humanos.

Na semana passada, a Anistia Internacional (AI) apresentou um relatório sobre a pena de morte no qual criticava especialmente à China por não revelar o número de pessoas que executas anualmente. Em 2008, AI documentou 1,7 mil execuções, enquanto a Fundação Dui Hua eleva o número a mais de 5 mil.


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China executa cidadão japonês por tráfico de drogas

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