Das seleções que são apontadas como favoritas ao título, já analisamos Argentina e Espanha. Antes de Alemanha, Inglaterra e Itália, é preciso falar de uma equipe decadente, com um técnico fraco e previsível e jogadores que estão terminando uma história bonita e vencedora: a França.
 
A geração do genial Zidane, a mais vencedora do país, praticamente acabou. Sobrou Henry, terceiro reserva do Barcelona, mantido na Copa apenas pelo que representa. Há uma boa reposição no meio-de-campo e fraca na defesa. Jogadores como Ribery, Malouda e Toulalan têm experiência e são destaques no Bayern, Chelsea e Lyon, respectivamente.
 
O grande problema está no banco de reservas: durante quatro anos, o técnico Raymond Domenech deixou a seleção previsível. Não existe alternativa para fortes marcações e falta uma nova forma de atuar. É um sistema quadrado de um volante fixo (Alou Diarra) e três meias (Goucuff, Ribery e Toulalan) preocupados em preencher espaço.
 
O goleiro é Lloris, revelação do Lyon. Todos os defensores jogam fora: Sagna e o capitão Gallas no Arsenal, Evra no Manchester United e Abidal no Barcelona.
 
O ataque é uma incógnita: Anelka (lembra dele?) está de volta. Ressurgiu das cinzas no Chelsea e virou titular. É o mesmo que deixou Dida no chão no Mundial de Clubes de 2000 no Morumbi, no jogo Corinthians x Real Madrid. Gignac deverá ser o seu parceiro.
 
Benzema, do Real, e Nasri, do Arsenal, teriam espaço nos “Blues”, mas não foram convocados. Domenech também tem sua “coerência”.
 
Os atuais vice-campeões mundiais estão mais fracos, previsíveis e decadentes. É sofrer (e muito) na primeira fase com Uruguai, África do Sul e México e apostar na loteria do jogo eliminatório para operar o milagre de uma improvável conquista.
 
Fontaine, Platini, Tigana, Zidane, Deschamps, Vieira, Djorkaeff vão torcer o nariz e farão muitas caretas com os sucessores.
 
O ex-zagueiro Laurent Blanc (campeão em 1998) será o treinador depois da Copa e verá na África a idéia do enorme trabalho que terá até 2014.
 
(Colaboração: Raphael Prates)


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A mais decadente das favoritas: França

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